DA REDAÇÃO: Soja tem valorização em Chicago com dia positivo no mercado financeiro

Grãos: Dia de preços firmes em Chicago diante da maior tranquilidade no mercado financeiro. Expectativa de que a demanda se mantenha maior que oferta atrelada à quebra de safra nos EUA e América do Sul devem sustentar mercado no médio e longo prazo.
Publicado em 26/01/2012 12:33 | Atualizado em 26/01/2012 16:08
Os fatores técnicos relacionados ao mercado financeiro positivo, combinados às notícias sobre o clima, deram suporte ao mercado da soja nesta quinta-feira (26) na Bolsa de Chicago. Na visão de Steve Cachia, analista da Cerealpar, o mercado pode até subir mais: “no meu ponto de vista, o mercado é altista para o médio prazo”, afirma.

Porém, diante do instável cenário de notícias – ora favoráveis, ora desfavoráveis – os fundos de investimentos têm preferido não arriscar demais nas commodities agrícolas. Assim, a cada alta, há grande liquidação.

Para Cachia, o ideal é que os produtores brasileiros que precisam vender aproveitem as puxadas, pois o mercado pode surpreender negativamente a qualquer momento: “pode ter um susto em função da postura do fundo de investimento”, diz. Embora as altas sejam favoráveis àqueles que sabem aproveitá-las, é sempre bom ter cautela: “a volatilidade é boa para o mercado, o que a gente não pode é ser ganancioso demais”.

O baixo volume de soja disponível no país, em função do atraso na colheita, levou alguns importadores a trocar a soja brasileira pela norte-americana. Isso tem valorizado o mercado spot.

Por outro lado, os estoques de soja do Brasil podem ficar entre 4 a 4,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Abiove. Assim, as perdas provocadas pelo clima não afetariam tanto o preço da oleaginosa. Para o analista, no entanto, não é possível ter essa noção exata do tamanho das perdas, “choveu recentemente, alguma coisa pode salvar”, diz.

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