DA REDAÇÃO: Pressão continua no mercado do boi, mas virada do mês pode dar fôlego com consumo sazonalmente mais aquecido

Publicado em 27/01/2012 13:09 e atualizado em 27/01/2012 17:34 846 exibições


Boi Gordo: preços voltam a recuar no final da semana, por conta do consumo que não evolui. Por outro lado, não existe excesso na oferta de animais. Queda no preço da carne de frango e de suíno tira concorrência da bovina. Melhora no cenário é aguardada para virada do mês.

Após uma semana de forte tentativa de pressão para baixa por parte dos frigoríficos, o pecuarista manteve seu ritmo de segurar a engorda dos animais nos pastos – aproveitando as boas chuvas – sem dar força para o avanço dos negócios. Apesar de a arroba se manter sustentada entre R$98,00 e R$ 100,00 à vista em São Paulo, o mercado busca agora um novo patamar de preços máximos e mínimos com o início do mês de fevereiro.

Segundo Caio Junqueira, da Cross Investimentos, principal fator que faz as cotações recuarem é o consumo enfraquecido e a sobra da carne bovina no mercado atacadista. Mas, diante da melhor nas pastagens, o produtor ainda escoa novilhos e fêmeas na expectativa de melhorar o cenário de preços para então ofertar a arroba mais pesada dos machos.

Outro importante reflexo baixista para o mercado do boi gordo chega na gôndola dos supermercados a concorrência da carne bovina diante da queda acentuada da carne de frango e de porco para o consumidor que acaba aumentando as compras. O consultor faz o alerta para o pecuarista continuar de olho no consumo nas carnes concorrentes.

Junqueira explica que o ano começou atípico, onde os custos com a engorda se elevaram tanto para a bovino, como para a suíno e avicultura e acredita que dificilmente o milho e o trigo da ração barateie ao longo do ano para derrubar o custo da produção. Resta saber onde vai parar o excesso de carne que o consumidor não escoa do supermercado.  

Importante ressaltar que, para ele, o ano de 2012 é promissor para a volta do ritmo acelerado das exportações. Vale lembrar que os Estados Unidos devem reduzir o volume a ser exportado por conta da seca que devastou as pastagens do país. Assim, o Brasil se posiciona como importante player abastecedor do mercado global. Esse cenário já é esperar para começar em fevereiro.

Por:
Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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