DA REDAÇÃO: Aumento do consumo chinês pode sustentar preços da soja por uma década

Publicado em 06/03/2012 13:41 e atualizado em 06/03/2012 18:22 693 exibições
Economia asiática em constante crescimento orienta otimismo econômico ao redor do mundo. Enquanto safra da China cai, demanda existe para países como o Brasil que produzam mais alimentos para abastecer a demanda mundial.
Elevação das compras de soja pela China, devido ao aumento de consumo, poderá oferecer segurança de mais de 10 anos para os preços da oleaginosa. A expectativa é de uma década de prosperidade, ainda mais se forem trabalhados os custos, que sobem e quase chegam à paridade com os lucros.

Na contramão dessa positividade, uma desaceleração do crescimento chinês para 7,5%, anunciada pelo governo desse país, acarretaria numa reversão nos preços das commodities, afirmou o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Porém, para Alexandre Mendonça e Barros, analista da MBAgro, isso não deve acontecer e, mesmo que aconteça, um crescimento como esse ainda é muito expressivo. “A China diz isso há muito tempo e não consegue”, diz ele, referindo-se à possível desaceleração chinesa.

Exportações – Dentro dessa conjuntura de uma possível sustentação de preços da soja por 10 anos, o Brasil ganha destaque como exportador. De acordo com números da OMC (Organização Mundial do Comércio), o saldo comercial agrícola no mundo tem o Brasil à frente, com US$58 bilhões nas contas da OMC. Em seguida, vem a Argentina, segundo maior mercado, com US$32 bilhões. Em terceiro, estão os Estados Unidos com 26 bilhões.

Na outra ponta desta lista, o país com maior déficit é o Japão com US$67 bilhões e, depois, está a China com US$60 bilhões. Conclui-se que a Ásia tem grande saldo negativo de comércio de alimentos, enquanto a América desponta como grande exportadora. Trata-se de uma “mudança geopolítica”, diz

Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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