DA REDAÇÃO: Te Mexe Produtor luta por negociação de dívidas dos produtores

Publicado em 29/06/2012 14:01 e atualizado em 29/06/2012 16:10 533 exibições
Te Mexe, Produtor: Produtores do RS protestam contra falta de alternativas para negociação de dívidas, que se acumulam desde 2004 e aumentaram com a última estiagem. Endividamento é questão estrutural que precisa ser resolvida.
O Movimento Te Mexe Produtor, que aconteceu hoje na cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, tem como um de seus principais objetivos a negociação das dívidas dos produtores rurais, afetados pela seca no estado.

A principal reivindicação é de maiores prazos para pagamento das dívidas, para que as chuvas cheguem e a nova safra possa gerar recursos para os pagamentos."São 67 municípios que em 7 anos perderam cerca de R$ 4 bilhões com quebras de safra", diz o deputado Carlos Heinze(PP/RS), que estava presente na manifestação. "O que nós estamos buscando é um prazo para que os produtores tenham um certo conforto financeiro", revela. Para ele, a pressão dos agricultores é extremamente importante para que o crédito possa ser reestabelecido." Precisamos de um prazo maior para os produtores pagarem, mas também acesso ao crédito, senão não adianta", argumenta.

Heinze ainda revelou que conversou com a presidente Dilma Roussef, pedindo solução para a questão do endividamento." Esse é um problema estrutural que precisa ser resolvido", diz. A situação do arroz e da soja da região também foi tema da conversa entre o deputado e a presidente.

As dívidas dos produtores no Rio Grande do Sul já se acumulam desde 2004, quando houve outra grande estiagem na região.

Por:
Thaís Jorge e João Batista Olivi
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • RONEY GOMES PIRES Dourados - MS

    No Mato Grosso do Sul, também houve estiagem, e não tivemos renda suficiente para saldar os passivos de 2004 e 2005, mas até agora o governo não sinalizou nenhuma ação que possa amenizar essa pendenga, portanto não teremos acesso ao recurso anunciado no plano agrícola 2012/2013, e continuaremos no domínio dos grandes compradores, o que é lamentável.

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