DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas encerra em alta na Bolsa de Chicago

Publicado em 13/07/2012 17:06 e atualizado em 13/07/2012 18:38 717 exibições
Grãos: Clima seco nos EUA e PIB chinês dentro das expectativas do mercado favorecem mais um dia de alta para a soja em Chicago. Milho também tem dia positivo e relatório de acompanhamento de safra do USDA pode trazer novas altas no início da semana.
O mercado de Commodities Agrícolas encerrou mais um dia em alta na Bolsa de Chicago. O clima seco nos EUA continua favorecendo as cotações de milho e soja. Segundo o consultor de mercado, Carlos Cogo, as temperaturas estão muito altas no coração do cinturão produtor do país.

Além disso, outro fator que impulsionou as cotações na manhã desta sexta-feira (13) foi a divulgação do PIB da China, que atenuou os receios do mercado, de que o país estaria em desaceleração econômica. 

“No período de abril a junho, a economia chinesa subiu 7,6%. O que significa dizer, que a China vai manter uma demanda forte, principalmente por soja e algodão no segundo semestre, isso junto com o clima foi uma bomba motora para impulsionar as cotações de milho e soja, hoje (13)”, explicou Cogo.

Já no Brasil, a oleaginosa foi embarcada no Porto de Paranaguá a R$ 80,00 a saca, registrando mais um recorde. “Desde o início do ano já acumulamos uma alta de 60,03% para o sojicultor brasileiro”, disse o consultor.

O milho também mantém as cotações elevadas, em apenas uma semana os preços subiram 11,01% para o produtor do cereal. “Revertendo uma tendência de que uma safra gigantesca e recorde, que era esperado uma queda nos preços, completamente interrompida pela quebra na safra dos EUA”, afirmou Cogo.

Ainda de acordo com o consultor, os produtores de milho devem observar o relatório de acompanhamento de safra norte-americano, que deve ser divulgado na próxima segunda-feira (16), pois deverá apontar uma piora nas condições de lavoura de milho e soja. 

“Com isso, poderemos ter uma nova tendência de alta, que pode se confirmar durante a semana e bater recordes históricos de preços. Já o produtor de soja, deve ir fazendo vendas futuras, e nos momentos bons do mercado continuar fixando seus lucros”, orientou Cogo.
Por:
Ana Paula Pereira/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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