DA REDAÇÃO: Trigo tem bom desenvolvimento em Tupanciretã (RS), mas sem comercialização antecipada lucros ainda são incertos

Publicado em 26/07/2012 11:46 e atualizado em 26/07/2012 15:11 399 exibições
Safra 2011/12: Em Tupanciretã (RS) lavouras de trigo têm bom desenvolvimento, mas dificuldades de comercialização futura do cereal tiram possibilidade de lucros do produtor. Divergências sobre metragens em beiras de rios do Código Florestal podem resultar em perda de 35 mil hectares de soja no município.
Lavouras de trigo em Tupanciretã (RS) têm bom desenvolvimento. Fortes geadas favorecem o não aparecimento de doenças e pragas no cereal.

Apesar de bons preços nos mercado internacional, custos de produção ainda são muito elevados e dificuldades de comercialização antecipada impedem remunerações melhores aos produtores. “Ano passado tivemos uma produtividade média de 50 sacas/hectare e o produtor teve dificuldades na venda. Precisamos que a comercialização no mercado futuro seja mais acessível e viável ao produtor”, explica o presidente do Clube Amigos da Terra, Almir Rebelo.

Atualmente, o Brasil produz cerca de 11 milhões de toneladas de trigo e consome apenas 6 milhões de toneladas. No entanto, comercialização e bons preços ainda são desafios ao triticultor.

Para a próxima safra de verão, expectativa é de que El Niño traga chuvas mais regulares às lavouras. Na última safra, região sofreu fortes perdas com maior seca dos últimos 40 anos, aumentando endividamento rural do Estado.

Código Florestal: Rebelo afirma que margem ciliar de 15 metros para pequenos produtores provocaria um caos social no município, tirando a possibilidade de sobrevivência destes agricultores. “Nossa preocupação é que margens maiores de 10 metros para rios pequenos e margens naturais para rios maiores serão altamente prejudiciais à produção de alimentos”, afirma.

Tupanciretã é atualmente o maior produtor de soja do RS e aplicação de margens ciliares maiores que 10 metros representariam 35 mil hectares a menos com soja ou um prejuízo anual de R$100 milhões ao município.

Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

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