DA REDAÇÃO: Crise nos EUA mostra para o mundo a fragilidade do sistema produtivo

Publicado em 31/07/2012 13:15 e atualizado em 31/07/2012 17:36 545 exibições
Agronegócio: Falta estratégia por parte do Governo para solucionar crises no mercado interno.Perdas na safra de milho norte-americana impactam cenário do etanol e também da ração animal.Situação é dramática e soma-se à crescente demanda da China pelo cereal.Brasil deve aproveitar para negociar sua safra.
A seca que deteriora as lavouras nos Estados Unidos é uma das maiores da história do país. A soja norte-americana entra em fase de definições para o desenvolvimento da safra. Já no milho as perdas são irreversíveis, estima-se que a quebra seja acima de 50 milhões de toneladas.

Segundo o ex-ministro da Agricultura e Coordenador Centro do Agronegócio – FGV, Roberto Rodrigues, em decorrência dessa situação surgiram dois problemas, pois o milho norte-americano é utilizado para ração animal e para etanol de milho.

“Se o Governo decidir prestigiar o etanol, porque o etanol segura o preço da gasolina, irá faltar comida para os frangos e suínos, o que consequentemente via aumentar os preços da carne no país, e abre espaço para o Brasil”, explicou o coordenador.

Caso o Governo invista na ração para os animais, irá faltar milho para o etanol, e a cotação da gasolina vai subir juntamente com a inflação. Devido a esse cenário, a situação do país é dramática.

Além desses fatores existe a crescente demanda da China, inclusive por milho. “Daqui a cinco anos, a China irá importar 50 milhões de toneladas do cereal. Então o cenário mundial, com os preços subindo, e com risco de intervenção, mas que abre um espaço para o Brasil fantástico”, afirmou Rodrigues.

Ainda de acordo com o coordenador, a seca americana mostrou para o mundo a fragilidade do sistema produtivo e que é fundamental ter estratégia a longo prazo, o que não existe no Brasil. “A crise  nos Estados Unidos é uma oportunidade para o Brasil”, finalizou o ex-ministro.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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