DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas encerra esta terça-feira (11) em queda

Publicado em 11/09/2012 17:37 e atualizado em 11/09/2012 18:45 527 exibições
Soja: sem novidades e às vésperas de relatório do USDA, mercado registra poucos negócios em Chicago e queda nas cotações do grão. Relatório pode surpreender com dados de recuperação na produtividade da soja nos EUA.
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram esta terça-feira (11) em queda. A oleaginosa perdeu mais de 16 pontos no primeiro vencimento e 17 pontos no contrato de novembro/2012. Já no milho, somente o contrato set/2012 encerrou positivamente, os outros vencimentos fecharam o pregão no vermelho.

Segundo o operador de mesa, Bruno Perottoni, o mercado segue sem notícias e tem um ajuste de posição antes do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será divulgado nesta quarta-feira (12).

“Ontem (10) o USDA divulgou uma melhora nas condições das lavouras da soja, de 30% para 32% em boas e excelentes condições, não é uma grande coisa, mas um pouco melhor do que o mercado vinha precificando”, afirmou Perottoni.

Em decorrência desse cenário, o operador sinaliza que o mercado começa a observar a safra sul-americana, que são os vencimentos de março e maio/2013, que estão despontados em comparação com os contratos mais curtos.  “E logo começam com a especulação com o clima, a área plantada a vale ficar de olho, pois o próximo movimento pode vir daí”, explicou.

Além disso, o quadro nos EUA já está definido, e a perspectiva é que o USDA confirme algumas expectativas. Na visão do operador, a questão do milho já está bem definida, no entanto a situação da soja exige um pouco mais de atenção.

“O mercado espera que haja uma redução na produtividade da oleaginosa, gostaríamos de saber se a melhora nas condições das lavouras divulgadas ontem terá um impacto no relatório, talvez uma produtividade um pouco melhor do que o mercado espera”, argumentou Perottoni.

E caso o órgão divulgue uma produtividade melhor, isso pode ser um fator baixista para o mercado, conforme falou o operador. “Apesar de que baixista até certo ponto, pois temos uma situação de estoques bastante apertada e o pessoal acaba comprando essas baixas, que viram oportunidade de compras”, disse.

Ainda de acordo com Perottoni, em função desses patamares de preços, os produtores brasileiros devem ir fixando alguma coisa, mas não comprometer toda a produção.

Por:
Aleksander Horta / Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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