DA REDAÇÃO: Polícia trabalha com hipótese de desavença pessoal sobre a morte do índio da aldeia Paraguaçu (MS)
Na manhã desta última quarta-feira (12), por volta das 5h30, um índio foi assassinado próximo ao município de Paranhos (MS). O indígena Celso Figueiredo, de 34 anos, pertencia à aldeia Paraguaçu.
De acordo com o Delegado Rinaldo Gomes Moreira, Celso estava acompanhado de seu pai indo em direção à fazenda Califórnia, que faz divisa com a aldeia. Quando os dois já estavam nos limites da fazenda, foram surpreendidos por uma pessoa que usava capuz e capacete e tinha uma espingarda pendurada no ombro. A pessoa disparou uma vez com a espingarda apenas contra o índio Celso e depois retirou uma pistola da cintura e disparou outra vez contra o índio. O pai, que estava ao lado de Celso, voltou à aldeia para pedir ajuda, porém, quando retornaram ao local, o índio já estava morto.
Tanto o pai de Celso, como a irmã, em depoimentos ao delegado Moreira, afirmam que não existe nenhum tipo de conflito entre índios e fazendeiros. O acesso dos índios à fazenda Califórnia é liberado para caça e pesca. A hipótese de roubo foi descartada, uma vez que os índios estavam indo receber a diária e não voltando. Portanto, o delegado trabalha com a hipótese de crime por desavença pessoal.
Os índios, no momento, estão armados com arco e flecha e pintados para a guerra, mas afirmam que irão apenas enterrar Celso no local onde o assassinato aconteceu. Representantes da Funai junto a Polícia Federal estão no local para tentar acalmar os índios.
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Augusto Mumbach Goiânia - GO
Se fosse nos Estados Unidos ou na Europa não tinha morrido só um índio. Se de um lado o agricultor brasileiro é pacífico e respeita a vida, do outro ele se ferra por ser assim. Porque a bandidagem (seja índio, seja sem terra, seja ambientalistas) age e a polícia não faz nada. Eita paizinho que incentiva as nulidades e os criminosos.