DA REDAÇÃO: Soja – Com chuvas acima do esperado nos EUA, cotações registram perdas expressivas na CBOT

Publicado em 23/07/2013 13:42 e atualizado em 23/07/2013 17:16
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Grãos: Mercado faz correção de posicionamento nesta terça-feira (23). Nesta madrugada, houve chuvas acima do esperado nos Estados Unidos, que são favoráveis às lavouras de soja e milho e quebra as expectativas divulgadas nesta segunda-feira (22), que apontavam para uma redução na produção. Previsões para os próximos dias apontam para temperaturas mais amenas e mistas.

Após as altas da sessão anterior, os futuros da soja encerraram o pregão regular desta terça-feira (23) com quedas expressivas. O contrato agosto/13, o mais negociado na Bolsa de Chicago, encerrou o dia cotado a US$ 14,62/bushel, com 57,75 pontos de baixa. Os demais contratos da commodity exibiram perdas entre 24,75 e 28,25 pontos. Do mesmo, as cotações de milho e trigo também fecharam do lado negativo da tabela.

O analista de mercado da Safras & Mercado, Flávio França Junior, afirma que o movimento registrado na sessão de hoje é uma correção de posicionamento. Nesta segunda-feira, o mercado apresentou boas altas sustentado pelas previsões climáticas indicando tempo mais seco para o meio-oeste norte-americano.

Porém, nesta madrugada as precipitações atingiram importantes regiões nos EUA, especialmente o estado de Iowa. Para o analista, as chuvas foram favoráveis às lavouras de soja e milho norte-americanas e quebraram o impacto do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado ontem, e que trouxeram uma redução do índice de classificação das lavouras.

“As chuvas pesaram mais no mercado, pois foram inesperadas. Já as previsões para os próximos dias apontam para temperaturas amenas e previsões mistas. A expectativa é que provavelmente no próximo relatório o USDA traga uma reversão nas condições das lavouras. As condições das plantações tanto do milho como da soja estão infinitamente melhores neste ano, em relação ao mesmo período do ano passado e a previsão é de safra cheia nos EUA”, destaca França.

E diante deste cenário, a perspectiva é que os preços da soja e do milho fiquem mais baixos no segundo semestre. Os produtores norte-americanos já voltaram a vender o saldo da safra velha, apontando que os preços altos não devem permanecer por muito tempo, conforme diz o analista.

“O tempo para os preços altos está acabando, no mês de agosto já começa a colheita do milho e em setembro a da soja. As cotações irão perder força em relação aos valores atuais, claro que tem muita coisa para frente”, acredita o analista.

Brasil – Os produtores brasileiros estão preocupados com a previsão de geadas em várias regiões produtoras nos próximos dias. Ainda na visão do analista, a situação não tem deve alterar os preços no mercado.

No PR, as geadas nas lavouras de milho deverão ter impacto pequeno, já que grande parte das plantações está madura. Por outro lado, o cereal cultivado mais tarde pode apresentar problemas. No entanto, apesar da situação, o analista sinaliza que serão perdas pontuais e o Brasil deverá colher próximo de 45 milhões de toneladas de milho safrinha.

“É um grande volume global que pressiona os preços no segundo semestre. E essa situação não vai impedir que tenhamos cotações mais baixas”, finaliza o analista.

Por: Kellen Severo/Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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