DA REDAÇÃO: Soja – Clima favorável nos EUA pressiona negativamente contratos mais longos na Bolsa de Chicago

Publicado em 30/07/2013 13:37 e atualizado em 30/07/2013 16:02
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Grãos: Cotações futuras operam em baixa na Bolsa de Chicago. Condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos EUA pressiona negativamente os contratos mais longos. A expectativa é que o país colha uma safra cheia tanto para soja como para o milho. Para analista, demanda chinesa deve permanecer aquecida.

Nesta terça-feira (30), os futuros da soja operam em baixa na Bolsa de Chicago. As cotações da commodity até esboçaram uma recuperação na manhã de hoje, mas ao longo das negociações os preços recuaram. Por volta das 15h29 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa exibiam perdas entre 17,75 e 23,75 pontos. Em contrapartida, os futuros do milho e do trigo registravam ganhos entre 7,00 e 5,75 pontos, respectivamente.

O analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla, explica que a volatilidade no mercado é decorrente da incerteza que os investidores têm em relação aos estoques mundiais de soja disponível. “Os estoques norte-americanos são baixos, mas ninguém sabe ao certo a quantia. Brasil e Argentina já venderam muito e tem produtor segurando as vendas um pouco, assim como nos EUA, ninguém sabe ao certo a quantidade disponível de soja, o que deixa o mercado em alerta”, afirma.

Além disso, as baixas registradas nesta terça-feira, nos contratos mais curtos, são decorrentes do fechamento do contrato de agosto/13. “Amanhã (31), temos o primeiro dia de aviso de entrega do vencimento agosto/13, o que deixa a volatilidade acirrada nos primeiros meses”, ratifica D’Ávilla.

Já as posições mais longas, são pressionadas negativamente pelas condições climáticas favoráveis às plantações nos EUA. Para os próximos dez dias, os mapas climáticos indicam clima bom com temperaturas amenas e chuvas. Essa situação deve favorecer o desenvolvimento das lavouras de soja.  Frente a esse quadro, a expectativa é que o país colha uma safra cheia tanto para soja como para o milho.

E diante desse cenário, o analista destaca que os preços futuros podem recuar no segundo semestre. “Se tivesse soja da safra velha para negociar seguraria um pouco, tendo em vista que já teria negociado boa parte e estaria com as contas pagas. Na safra nova, a situação é diferente, acho que iria vender, o dólar está bom e os preços referentes à safra nova não estão tão baixos, mas com as condições climáticas favoráveis os preços podem ceder ainda mais”, diz.

Ainda na visão do analista, a China deve continuar importando soja e a atividade econômica do país não deverá exercer tanta influência nas compras. “Vão continuar importando, pois precisam da soja e não vejo a atividade econômica chinesa sendo um fator limitante para as importações”, relata D’Ávilla.

Milho – No pregão regular desta terça-feira, os futuros do cereal trabalham do lado positivo da tabela. Para o analista, as cotações do milho são puxadas pelos preços do trigo. “Tem muita demanda aparecendo para o trigo, Egito, Coreia e isso tem ajudado a sustentar as cotações da commodity”, finaliza.

Por: João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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