DA REDAÇÃO: Após medidas do governo para a cafeicultura, preços não devem permanecer baixos

Publicado em 07/08/2013 18:53 e atualizado em 07/08/2013 19:53
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Café: medidas anunciadas pelo governo podem tirar até 15 milhões de sacas do mercado. Apesar do atraso de quase 2 meses no anúncio, programa de apoio à cafeicultura vem robusto e bem estruturado. Mas para garantir a eficiência, precisa ser implementado o mais rápido possível.

Nesta quarta-feira (7), o governo anunciou 3 medidas fundamentais de apoio a cafeicultura, porém ainda é preciso saber como elas funcionarão. O lançamento dos contratos de opções foi confirmado para retirar 3 milhões de sacas do mercado a R$ 346,00/saca. Além disso, há uma aquisição de café pelo governo e também recursos para estocagem.

“É um pacote robusto formado por um tripé com medidas clássicas de financiamento acopladas a um programa de opção, no qual o valor financeiro e o impacto em termos de volume de café juntos tornam o programa substantivo. No entanto, o programa poderia ter chegado 60 dias atrás, uma vez que cerca de 7 milhões de sacas dessa safra já foram comercializadas com preços baixos, mas esse conjunto de medidas neutraliza a situação de grande oferta que fazia os preços caírem”, afirma o Superintendente da Cooparaíso, Francisco Ourique.

Nesta próxima quinta-feira (8), o governo deve soltar uma nota esclarecendo detalhadamente essas medidas anunciadas hoje (7) e já na próxima semana os recursos devem estar nos bancos para que os produtores negociem com os agentes financeiros.

Ourique diz que o impacto dessas medidas transcende as 15 milhões de sacas de café, uma vez que serão enxugadas 3 milhões de sacas em contratos de opções e mais 3 milhões na aquisição do governo e, fora isso, haverá sacas de garantia do financiamento dos produtores: “Dos cerca de R$ 3,6 bilhões que o Funcafé alocou, R$ 2,6 bilhões são para compra ou financiamento de café. Se o produtor financiar a R$ 300/saca, significa que ele irá obter financiamentos de 9 milhões de sacas e isso não estará mais em oferta no mercado, e sim paralisados como uma garantia”.

As cotações do café foram deprimidas por um movimento especulativo, que se encerrou há duas semanas quando os fundos começaram a recomprar as suas posições vendidas. Com isso, Ourique diz que não vê os fundos, diante de uma intervenção desse porte, permanecerem nessa posição vendida, além de não haver motivos para ações de especulação no cenário atual da cafeicultura. Portanto, após essas medidas do governo, com a relação de oferta e demanda, não há maneiras de os preços do café continuarem baixos e o mercado precisa apenas se informar com clareza sobre isso.

Por: Aleksander Horta e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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