DA REDAÇÃO: Nesta segunda-feira (9) soja opera em baixa na CBOT

Publicado em 09/09/2013 13:29 e atualizado em 09/09/2013 17:09
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Mercado: Com disponibilidade de soja nos EUA, mesmo que pouca, preços recuam no mercado internacional de grãos. Produtores americanos pensam em limpar os armazéns para a entrada da nova safra, fazendo com que mercado físico norte-americano perca força. Situação que reflete nos preços futuros na Bolsa de Chicago.

Nesta segunda-feira (9), o contrato setembro da soja opera em baixa na Bolsa de Chicago, uma vez que começa a existir alguma disponibilidade do grão nos EUA e os produtores norte-americanos já pensam em limpar os armazéns para a entrada da safra nova de soja e milho, com isso o mercado físico no país perdeu força e provocou essa queda em Chicago nos meses de entrega.

O analista de mercado, Daniel D'Ávilla, afirma que atualmente os mercados agrícolas praticamente dominam o mundo pela quantidade de demanda e isso traz diversos investidores, com muito capital especulativo e, com as mudanças climáticas e a quebra de safra, eles entram e saem do mercado a todo instante, por isso as cotações estão bastante voláteis: “Já se começa a falar também do início do plantio na América do Sul, o que pode pressionar o mercado mais a frente de acordo com o andamento do plantio, então todos esses fatores interferem nas negociações e quem tem dinheiro entra participando, deixando o mercado um pouco confuso”.

Na próxima quinta-feira (12), o USDA divulga um novo relatório com informações sobre as safras de grãos dos EUA, sendo que no último relatório o Departamento de Agricultura já havia reduzido a estimativa da produtividade para a safra de soja norte-americana para 48,3 sacas por hectare. “A expectativa do mercado é que o novo relatório traga uma previsão de produtividade de 46,5 sacas por hectare e, se isso ocorrer, as cotações podem subir mais um pouco. No próximo dia 17 também há o relatório de outra agência, a mesma que havia falado em uma área menor para a soja, de 0,53 milhões de hectares e o mercado também estará atento a essa estimativa que, se vier reduzida, pode fazer os preços caírem”, diz Daniel.

Nesse momento, a combinação para o produtor brasileiro não é favorável, apesar dos preços estarem razoavelmente bons. Daniel aconselha ao agricultor a não sair vendendo tudo e fazer médias e, além disso, é necessário ficar atento ao mercado para não perder oportunidades.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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