DA REDAÇÃO: Soja - Com preocupações em torno das lavouras dos EUA, exportações brasileiras são reativadas

Publicado em 11/09/2013 13:58 e atualizado em 11/09/2013 15:30
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Soja: Preços no mercado interno se mantém em alta, com pouco volume disponível e alta demanda. Produtores brasileiros aguardam uma definição mais concreta da produção 2013 dos EUA para realizar vendas da safra nova. Em Chicago, mercado não tem grandes alterações, à espera dos números do USDA, que serão divulgados nesta quinta-feira (12).

Com as preocupações em torno das perdas nas lavouras de soja dos EUA, houve uma reativação do mercado de exportação brasileiro nas últimas semanas. O prêmio para setembro praticamente havia acabado, mas, nesse momento, o mercado voltou a cotar. Ainda há uma grande diferença entre compra e venda, mas os preços apareceram, o que é favorável para o produtor brasileiro, que tem realizado negócios principalmente para a safra nova, porém, para a safra velha, já tem início também a possibilidade de alguns negócios, o que colabora para enxugar um pouco mais a oferta doméstica.

No entanto, de acordo com o consultor da Safras & Mercado, Flávio França Júnior, dificilmente os preços no mercado interno atingirão os patamares do ano passado, uma vez que este ano há  uma realidade em Chicago bastante inferior e agora a safra norte-americana está em fase final de definição da produtividade, com isso é pouco provável que haja espaço para que os preços atinjam os picos de 2012.

Por outro lado, os preços no Brasil já estão extremamente remuneradores para os produtores, embora nos últimos dias tenha ocorrido um recuo da taxa de câmbio e os preços consequentemente também caíram se comparados aos picos atingidos na última semana. Mesmo assim, França afirma que as cotações continuam positivas para o produtor, chegando a R$ 73,00/saca no interior do Rio Grande do Sul (RS), a R$ 70,00/saca no interior do Paraná (PR) e a R$ 62,00/saca no interior do Mato Grosso (MT).

No cenário internacional, o mercado aguarda a divulgação do relatório do USDA na próxima quinta-feira (12). Segundo França, a expectativa média é que o Departamento de Agricultura dos EUA reduza a estimativa de produção para a safra de soja norte-americana para 86 milhões de toneladas, mas existem previsões que vão de 81 a 88 milhões de toneladas. Para o milho, as estimativas do mercado para os números do relatório vão de 339 a 356 milhões de toneladas.

França diz que a questão é qual o real impacto da estiagem do mês de agosto na produtividade, o que ainda não se sabe ao certo: “Se o USDA apresentar um número abaixo de 86 milhões de toneladas, os preços terão um viés altista, caso contrário, se a previsão for acima de 86 milhões de toneladas, as cotações serão baixistas. No entanto, não é comum que o Departamento seja muito ousado nas suas revisões, com isso, a princípio, o mercado acredita que o USDA fará uma redução na safra, mas não muito grande e, posteriormente, faça outro corte no relatório de outubro”.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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