DA REDAÇÃO: Soja recua na CBOT movida por fatores técnicos

Publicado em 17/09/2013 13:33 e atualizado em 17/09/2013 15:29
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Soja: Nova safra dos EUA deve chegar ao mercado em mais algumas semanas e, apesar de quebra, evolução da colheita deverá pesar sobre as cotações em Chicago. Porém, especulações sobre os resultados reais da produção 2013/14 norte-americana tiram direcionamento do mercado.

Após o relatório de condições de lavoura divulgado pelo USDA nesta última segunda-feira (16), havia uma expectativa de boas altas para as cotações da soja na Bolsa de Chicago hoje (17) e nesta manhã os preços realmente subiram, porém as altas foram menores do que as quebras divulgadas ontem (16).

De acordo com o consultor de mercado, Glauco Monte, existe uma questão mais técnica nos preços, principalmente para o contrato novembro, em que o nível de US$ 14,00/bushel não consegue ser ultrapassado.

“A safra dos EUA não é pequena, mas é menor do que se esperava e quando a colheita entrar no mercado, daqui cerca de 4 semanas, irá ocorrer uma pressão nas cotações. Com isso, o mercado físico norte-americano enfraqueceu e os produtores ainda tem bastante soja para vender, o que refletiu no mercado”, afirma Gluaco.

Nos últimos dias choveu nos EUA e ainda existe uma discussão se essas chuvas irão ou não beneficiar as lavouras de soja do país. No entanto, Glauco acredita que a safra não será ainda mais deteriorada e a produção deve ficar com números próximos ao que o USDA estimou em seu último relatório e, com a entrada da safra, o mercado pode ser pressionado em curto prazo.

Na manhã de hoje (17), um relatório de securitização do USDA reduziu a área de plantio de soja além do que havia sido previsto anteriormente. Isso seria um fator de alta para os preços, mas que acabou não acontecendo. Segundo Glauco, antes do próximo relatório do USDA é feita uma nova estimativa em relação ao relatório divulgado nesta terça-feira (17), ou seja, esse ainda não é um número final e existe muita especulação sobre a área plantada, que poderia ser menor do que as estimativas do USDA, mas esses números precisam ser confirmados para ocorrer uma reação no mercado.

No mercado interno, o produtor que ainda tem soja da safra velha sentirá menos caso haja uma queda nas cotações em Chicago devido à situação do mercado brasileiro, uma vez que, apesar do Brasil ter tido uma grande safra, nesse momento não é tão fácil para um esmagador comprar soja no mercado interno porque o produtor não está vendendo. Com isso, o preço interno pode sentir um pouco menos se houver uma realização de preços frente à entrada da safra norte-americana.

Glauco aconselha ao produtor que ainda tem soja da safra velha a ficar atento e aproveitar os preços bons devido a essa situação da safra dos EUA e, para safra nova, os agricultores também devem aproveitar enquanto os preços não ficam mais negativos.

Por: Kellen Severo e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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