DA REDAÇÃO: Com fraqueza no mercado interno dos EUA, soja fecha em baixa na CBOT

Publicado em 26/09/2013 17:47 e atualizado em 26/09/2013 20:07
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Soja: futuro em Chicago reflete queda dos preços físicos no mercado interno, com ligeiro avanço da oferta nos EUA. Relatório de estoques trimestrais da próxima segunda-feira (30) pode dar novo impulso para um movimento de alta caso venha abaixo de 124 bilhões de bushels (3,37 milhões de toneladas).

Nesta quinta-feira (26), após 2 sessões consecutivas de alta, a soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago, com quedas de 5 a 8 pontos nos principais vencimentos.

De acordo com Marcos Araújo, analista da Agrinvest, a principal informação que o mercado da soja repercutiu hoje (2) foi a fraqueza no mercado interno norte-americano, com isso Chicago não conseguiu trabalhar no positivo: “As vendas nos EUA estão 16% acima do mesmo período do ano passado, porém a fraqueza no mercado interno norte-americano pesou mais no final da sessão e por isso as cotações fecharam em baixa”.

Com o avanço da colheita, essa pressão é natural e ainda deve ocorrer nos próximos dias. Além disso, faltam notícias positivas no mercado para que esse cenário baixista possa ser revertido, como um estresse no plantio na América do Sul, principalmente no Brasil.

Na próxima segunda-feira (30), o USDA divulga o relatório de estoques até o dia 1 de setembro e o mercado espera um estoque para a soja em torno de 124 milhões de bushels. Araújo afirma que se os números vierem abaixo da expectativa do mercado, pode haver uma sustentação nos preços em curto prazo. No entanto, os mapas climáticos dos EUA apontam uma continuidade de clima mais seco nos próximos dias, o que beneficia o avanço da colheita e, com mais oferta de soja, isso repercute negativamente no mercado.

Segundo Araújo, nesse momento toda a atenção do mercado se volta para o próximo relatório do USDA, no dia 11 de outubro, em que serão divulgados dados mais concretos sobre o peso de grãos e número de vagens da soja, o que trará uma maior realidade sobre a safra de soja dos EUA.

No mercado interno, geralmente o segundo semestre do ano é descolado de Chicago e, nesta quinta-feira (26), não houve grandes movimentos de vendas por parte dos produtores.

Por: Aleksander Horta e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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