DA REDAÇÃO: Altos preços do farelo de soja dificultam produção de granjeiros

Publicado em 11/10/2013 14:15 e atualizado em 11/10/2013 17:53
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Granjeiros: Neste ano, produtores têm bom momento de mercado com preços mais acessíveis do milho. Porém, valores do farelo de soja, importante componente da ração animal, vêm registrando recordes mundiais. Oferta é restrita e, com isso, entidades como a Ubabef já pedem prioridade ao abastecimento interno.

De acordo com o Cepea, o preço do farelo de soja está em torno de R$ 1.200,00/tonelada. Porém, nas granjas de frango e suíno, principalmente de Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS), esses preços chegam a R$ 1.350,00/tonelada, o que inviabiliza a produção e ainda há dificuldade de se encontrar o produto.

O Presidente da UBABEF (União Brasileira de Avicultura), Francisco Turra, afirma que em 2012 houve falta de milho e soja e este ano, apesar da dificuldade, o abastecimento de milho está normal com o preço compatível.

Já a soja teve a maior safra de todos os tempos e até agora já se exportou 41 milhões de toneladas, consequentemente, o farelo se tornou ouro em pó, difícil de encontrar e com o preço extremamente alto.

Segundo Turra, o governo deveria ser um regulador e vender produto com valor agregado, como, ao invés de milho, exportar frango, suíno e até derivados e embutidos de suínos.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    A falta de farelo de soja não é um privilégio do Brasil. Falta na Europa, Estados Unidos, China, etc. Tenho repetido que o problema de escassez de soja ganhou amplitude mundial, após crises no Brasil, Estados Unidos e agora novamente no Brasil. Foram crises de escassez pontual mas descapitalizou os estoques mundiais. Ademais há mais de 6 meses fiquei alertando que o Brasil sofreria este problema novamente. As margens de esmagamento batem recordes ao redor do mundo, principalmente na China onde está us$ 100.00 p/t e nos Estados Unidos com us$ 1,00 p/bu, recordes em ambos os países. É sintomático é evidencia escassez a nível global e também indica que o valor do produto principal (soja e insumos de proteína) estão subvalorizados. Se não houver nenhuma notícia extravagantemente altista para a soja, como o próximo relatório do USDA, capaz de elevar os preços a nível de racionamento, não haverá alimento para os rebanhos e alojamento de aves que terão que ser sacrificados à nível global. Os assinantes do www.simconsult.com.br se cobriram do farelo em tempo. O Brasil precisa se profissionalizar porque muitos ainda acreditam que existe 61.2 milhões de tons de soja no mundo, como diz o USDA e que no próximo ano serão 72....

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