DA REDAÇÃO: Soja - Demanda chinesa ainda é principal fator de suporte aos preços na CBOT

Publicado em 17/10/2013 11:03 e atualizado em 17/10/2013 14:30
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Soja: Demanda chinesa ainda é o principal fator de suporte para os preços em Chicago. Colheita nos EUA e avanço do plantio na América do Sul poderiam limitar esse potencial de alta. Mercado agora aguarda por definição do USDA se relatório de oferta e demanda de outubro será divulgado ou se próximo boletim sairá somente em novembro.

Nesta quinta-feira (17), a soja encerrou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com cotações positivas, dando continuidade as altas registradas ontem (16). Segundo Steve Cachia, analista da Cerealpar, as oscilações estão sendo pequenas e o mercado está se segurando principalmente pelas compras constantes da China.

Sem as informações oficiais o USDA, não se sabe qual é o volume de compra por parte dos chineses, mas, após o acordo político o governo norte-americano, o Departamento de Agricultura dos EUA deve voltar a divulgar os números aos poucos e o mercado poderá ter uma ideia mais clara do que está acontecendo com a soja, podendo voltar a ter cotações mais voláteis. Porém, ainda há a colheita dos EUA e o plantio na América do Sul, o que deve deixar o mercado pressionado em alguns dias e segurar o potencial altista em outros.

Além disso, existem rumores de que a China estaria comprando mais soja dos EUA nesse momento para tentar evitar, posteriormente, os problemas logísticos no Brasil. Cachia afirma que isso é possível, uma vez que da última temporada até 2014 não devem ocorrer grandes mudanças a ponto de melhorar o escoamento da safra brasileira: “No próximo ano, a oferta norte-americana estará limitada, então, com essa recente queda nos preços, os chineses conseguem comprar por preços melhores e, até certo ponto, garantir o produto de uma origem diferente na época da safra brasileira”.

Na América do Sul o plantio tem avançado e espera-se que haja um aumento de área, mas o mercado internacional, principalmente a Bolsa de Chicago, primeiramente reflete a situação dos EUA e depois a situação mundial. Com isso, caso não haja problemas climáticos, o aumento na produção da América do Sul deixará a situação da oferta mundial bastante confortável e com estoques historicamente altos. No entanto, o cenário nos EUA é inverso, com mais um ano com estoques extremamente apertados, já que a safra não foi cheia. Assim, de acordo com Cachia, frente às exportações norte-americanas e a demanda interna para esmagamento, isso leva a crer que em determinado momento no primeiro semestre de 2014 os EUA vai terá certa dificuldade para atender toda essa demanda e, novamente, o mercado será forçado a entrar em um processo de racionamento de produto, nesse sentido a soja está se desenhando altista para o próximo ano.

Milho: O grão tem uma oferta abundante, com isso nos EUA e no Brasil em curto e médio prazo os preços terão uma dificuldade para reagir e qualquer reação será técnica ou em função de outro produto, como a soja e o trigo, dando certo suporte psicológico.

Trigo: O mercado desse cereal é um pouco mais volátil, uma vez que muitos países produtores tem tido condições climáticas favoráveis, como os EUA, enquanto outros, como a Austrália, tem incertezas climáticas que podem vir a prejudicar a safra. Além disso, existe um grande estoque de países produtores que deve ser disponibilizado no mercado internacional, pressionado as cotações após um período de ascendência nos preços pelo qual o trigo vinha passando.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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