DA REDAÇÃO: Milho – Em Sapezal (MT), ausência de chuvas atinge 8 dias; custos de produção estão mais altos nesta safra

Publicado em 09/04/2014 10:28 e atualizado em 09/04/2014 12:36 425 exibições
Milho: Em Sapezal (MT), não chove há 8 dias, situação que começa a preocupar os produtores. Com a redução nos investimentos em tecnologia e parte da safra plantada fora da janela ideal, a expectativa é que a produtividade seja menor este ano. Já os custos de produção estão mais altos nesta safra.

Após o excesso de chuvas, a ausência de precipitações, que já dura 8 dias, começa a preocupar os produtores rurais de Sapezal (MT). As previsões climáticas indicam algumas chuvas para os próximos dias, mas como cerca de 50% das lavouras estão em fase de formação, as precipitações teriam que e estender, por pelo menos, mais 30 dias.

O presidente do Sindicato Rural do município, Cláudio José Scariote, afirma que a expectativa é de uma produtividade menor nesta safra. Situação decorrente da redução dos investimentos em tecnologia, com os preços baixos registrados no ano anterior, os agricultores diminuíram os investimentos e, também do plantio fora da janela ideal.

“Acredito que a área cultivada até possa ter aumentando um pouco, mas a tecnologia empregada este ano é inferior. Talvez o rendimento das plantações fique próximo ao registrado no ano anterior, porém acho difícil ficar acima de 100 de milho por hectare”, afirma o presidente.

E, assim como em outras regiões do país, os produtores da localidade também enfrentaram problemas com o ataque do percevejo barriga verde. Para amenizar os efeitos da praga, os agricultores investem no tratamento de sementes e realizam aplicações aéreas de inseticidas. 

Por outro lado, os custos de produção já estão mais altos nesta safra e, segundo informou o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o custo pode ser o maior da história. “Está tudo mais caro, desde o óleo diesel, herbicidas, os insumos, tanto na soja como no milho temos um dos custos mais caros”, explica Scariote.

Frente a essas incertezas, a comercialização da safrinha está lenta, em todo o estado a negociação antecipada atinge 11,5%, já na região o percentual é de 30%. No mercado disponível, a saca do produto é negociada a R$ 23,00, já na fazenda o valor fica entre R$ 15,00. “É um bom preço ao produtor, pois não tem valor de armazenagem e frete”, relata o presidente. 

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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