DA REDAÇÃO: Aumento do percentual de biodiesel no diesel para 6% é analisado por diretor da BSBIOS

Publicado em 28/05/2014 13:27 e atualizado em 28/05/2014 16:07 311 exibições
Biodiesel: Na manhã desta quarta-feira (28) o Governo Federal anunciou a mistura de biodiesel ao diesel combustível. Para julho o acréscimo será de 6% e para novembro 7%. A medida é importante para que o biodiesel volte a discussão, visto que muitas usinas fecharam as portas por falta de demanda.

O Ministério de Minas e Energia anunciou um aumento de 5% a 6% da adição do biodiesel no diesel a partir de julho. Em novembro, a adição deve chegar a 7%. O intuito é diminuir as importações de petróleo no Brasil e apoiar os produtores familiares de soja, que devem receber R$ 1 a mais por cada saca vendida para a produção de biodiesel.

De acordo com Erasmo Battistella, diretor da empresa de energia BSBIOS, o uso de energia renovável é outro fator importante da medida. “Vamos importar menos diesel e processar mais soja aqui... Da soja, só utilizamos menos de 20% para biodiesel, os outros 80% é farelo, utilizado para tratar as cadeias de produção de carne, leite e derivados. Todas essas medidas foram levadas em conta para o governo tomar esta decisão”.

Apesar do intuito positivo da medida, a sua viabilidade também é questionada, já que o alto custo da soja – atualmente a saca é cotada a R$ 72,00, no porto - teria contribuído para tornar a atividade inviável para algumas usinas de biodiesel. De 67 indústrias de esmagamento de soja para biodiesel, 29 já teriam fechado. 

Batistella defende que algumas usinas foram à falência devido à concorrência no setor, já que a previsão era de uma mistura muito maior de biodiesel no diesel até 2013, o que não se concretizou, mas incentivou vários empresários a abrirem indústrias no ramo. “A indústria de esmagamento no Brasil não é competitiva com a indústria fora do Brasil... Por isso, a cada ano que passa o Brasil bate recordes para exportar grãos em natura e diminui o esmagamento de soja no país, esta medida contribui também para reverter este quadro”. 

Ele afirma ainda que a demanda maior, tanto no país quanto no exterior, é pelo farelo de soja, fazendo com que o óleo tenha um valor mais baixo. “Se nós não tivéssemos biodiesel no mundo, que consome 30 bilhões de toneladas de óleo de soja, não teríamos o que fazer com este óleo, que é um contaminante e é um problema sério”. 

Por:
Fernanda Bellei
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    O Pres. da Aprobio evidentemente está "torcendo" para o seu setor, entretanto a falta de demanda ocorre por causa do preço baixo ofertado pelo biodiesel, que é caro porque o óleo vegetal para produzi-lo também é caro. Aumentar o mercado compulsoriamente é justamente para contornar este problema cuja origem está na falta de reajuste dos preços dos combustíveis que vem causando um prejuizo mensal de R$ 1 bilhão à Petrobrás, levando de derrocada também o setor sucroalcooleiro por falta de reajuste dos preços. Esta politica visa inibir a inflação e portanto é eleitoreira pois não poderá ser suportada por muito tempo.

    Além disto o numeral 30 bilhoes do final do texto da noticia, deve ser trocado por 30 milhões.

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