DA REDAÇÃO: Feijão tem recuperação nos preços
Apesar dos recuos nos preços negociados para o feijão nos últimos meses, nas últimas semanas ocorreu uma valorização que chegou a 15% para os feijões com nota 8. Marcelo Lüders, da Correpar, explica que essa aumento se deve a alguns fatores, como o período do mês em que o consumo é maior. Além disso, as chuvas que chegaram ao Paraná, um importante estado produtor, e a entrada do governo nas compras de feijão, pela política de preços mínimos, deu animo ao mercado.
Apesar da entrada tardia do governo, os produtores que estavam negociando sacas por até R$ 40 reais terão uma remuneração maior, que com o atual preço mínimo do feijão será de R$ 95 por saca. De acordo com essa política, o governo tem de comprar os produtos que estiverem sendo negociados abaixo dos valores estipulados para remunerar os produtores, como estava acontecendo com o feijão carioca.
Lüders, que recentemente visitou a África para um seminário, apontou que em todo o mundo os preços médios estão atingindo novos patamares. Isso se deve ao aumento do consumo e também ao crescimento das áreas de plantios de soja, que consequentemente, diminuiu as extensões de feijão. Neste ano a situação não deve ser diferente em relação a áreas no Brasil, que com o atraso no plantio em alguns estados devido aos ataques da mosca branca deverá ser menor.
Em relação as exportações, há demanda para algumas variedades,como o feijão de corda que é consumido em países da Ásia. Já para o feijão carioca, só existe consumidores internos e não é atrativo para as exportações.
Para o segundo semestre, Lüders explica que a expectativa é de que haja uma mudança de cenário, em que os preços poderão ser mais favoráveis. A recomendação é de que os produtores adiantem ou atrasem o plantio, para que não passem pelo período de excesso de oferta.
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