DA REDAÇÃO: Milho – Em Formosa (GO), chuvas beneficiaram lavouras e a expectativa é de boa produção

Publicado em 03/06/2014 10:31 e atualizado em 03/06/2014 15:34 328 exibições
Milho: Chuvas beneficiam as lavouras na região de Formosa (GO). A expectativa é que sejam colhidas até 120 sacas do grão por hectare. Produtores também enfrentaram problemas com o ataque das lagartas nas plantações. Custos de produção estão mais altos e saca de milho é negociada a R$ 19,00.

Na região de Formosa (GO), as lavouras de milho safrinha estão em fase final de desenvolvimento. E durante o crescimento das plantas, o clima foi favorável, com chuvas que beneficiaram as plantações. Ao contrário de outras importantes regiões produtoras no país, na localidade aos produtores aumentaram a área cultivada com o cereal, devido à utilização de materiais superprecoces na soja.

Diante dessa situação, a expectativa é que a produtividade média das lavouras alcance até 120 sacas de milho por hectare. Segundo o engenheiro agrônomo da TecAgro, Rodrigo Aprá, o rendimento das plantas irá depender da época de plantio e do volume de chuvas, porém os números devem variar entre 80 até 160 sacas do grão por hectare. 

Além disso, o engenheiro relata que os produtores também enfrentaram problemas com o ataque de lagartas nas lavouras. “Algumas tecnologias adquiridas não tiveram o efeito esperado e os agricultores tiveram que aplicar os inseticidas, o que fez com que os custos aumentassem. É preciso ressaltar o aparecimento de doenças, que também tivemos que fazer até três aplicações de fungicidas, que antes não precisávamos fazer”, explica Aprá.

Preços

Ainda na visão do engenheiro, as expectativas dos produtores eram que as cotações do cereal trabalhassem próximas de R$ 24,00 a R$ 25,00. Porém, as cotações recuaram e no mercado interno, o preço gira em torno de R$ 19,00 pela saca do milho. “E frente ao aumento nos custos, os produtores que tiver uma produtividade entre 80 até 100 sacas por hectare pode ficar com a margem ajustada ou, até mesmo, registrar um prejuízo”, diz. 

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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