DA REDAÇÃO: Safra 2014/15 – Em Juína (MT), produtores apostam na integração lavoura-pecuária e se preparam para a próxima safra

Publicado em 22/07/2014 10:30 e atualizado em 22/07/2014 13:33 494 exibições
Safra 2014/15: Em Juína (MT), produtores já se preparam para próxima safra da soja. Agricultores apostam na integração lavoura-pecuária e devem aumentar a área cultivada com a oleaginosa. Em anos anteriores, as primeiras áreas semeadas resultaram em produtividade em torno de 60 sacas do grão por hectare.

Em Juína (MT), os produtores rurais investem na integração lavoura-pecuária e já se preparam para a próxima safra de soja. Até o momento, grande parte dos agricultores adquiriram os pacotes para a temporada 2014/15 e a expectativa é de aumento na área destinada ao cultivo da oleaginosa.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, George Diogo Basílio, alguns produtores que deixaram para comprar os insumos ainda podem ser influenciados pelo valor do câmbio, cotado nesta terça-feira (22) a R$ 2,21 e também dos preços futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). “Com certeza, o produtor rural leva em consideração essas informações e devem fazer a diferença no final da safra”, explica.

E, apesar de ser uma região em crescimento, a expectativa é de boa produtividade com as lavouras da oleaginosa. Em anos anteriores, as primeiras áreas semeadas resultaram em rendimento médio acima de 60 sacas do grão por hectare. 

Além da soja, uma opção dos produtores também será o investimento na cultura do arroz, que deve ocupar cerca de 1 mil hectares nesta safra, conforme destaca o presidente. “Já o milho não deve ser uma alternativa, já que no estado temos muitas lavouras e muito cereal a ser colhido, o que mantém os preços pressionados. O milho será cultivado apenas para o consumo próprio, para alimentação dos animais”, afirma Basílio.

Armazenagem

Assim como no restante do Mato Grosso, a falta de infraestrutura logística e armazenagem também são preocupações recorrentes aos produtores de Juína. O presidente ainda destaca que o armazém mais próximo da cidade fica em Brasnorte e, que ainda assim, estão cheios. 

“Os agricultores terão que investir na estrutura de armazéns. O silo bolsa também pode ser uma opção, porém temos que considerar as perdas com esse tipo de armazenagem”, finaliza Basílio.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário