DA REDAÇÃO: Para analista, último relatório do USDA foi conservador para a nova safra de grãos
O relatório pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na última terça-feira (12) trouxe números que o mercado considerou bastante conservador, principalmente pelo bom andamento das lavouras americanas. O consultor da Safras & Mercado, Flávio França Jr., conta que apesar de ter sido divulgada uma colheita de 104 milhões de toneladas, o mercado já especula algo em torno de 110 a 112 milhões de toneladas.
Caso estes números se confirmem, os estoques deverão ficar em situação bastante confortável, a melhor dos últimos 8 anos. Para o consultor, com esse cenário os preços deverão sofrer uma queda de patamares novamente, podendo ser negociados a menos de U$ 10 por bushel em curto prazo. Isso acontece porque o mercado não tem força para reagir durante a colheita, com o excesso de oferta.
Segundo França, a pressão é momentânea, pois a demanda é bastante crescente. Até o final do ano ou no início de 2015 os preços devem voltar ao patamar atual, de U$ 11 por bushel. Inclusive, os preços mais baixos estimulam uma demanda maior.
Já no Brasil, os preços vêm reagindo de forma diferente ao mercado internacional, com prêmios bastante positivos nos portos brasileiros. Para o consultor, o mercado interno começou a esboçar uma reação e cria preços regionalizados, de acordo com a demanda regional e específica. Porém, para outubro já não há mais prêmios abertos e os negócios deverão perder o ritmo com a chegada da safra americana.
Para o milho, a situação é estável no mercado internacional, aparentemente sem espaço para uma nova queda. No Brasil, a expectativa é de um aumento de demanda com as notícias relacionadas ao embargo da Rússia aos Estados Unidos e Canadá. Para França, o momento é de cautela mas deverá haver uma maior movimentação.
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