DA REDAÇÃO: Para consultor, produtores de grãos terão rentabilidade para a próxima safra

Publicado em 08/09/2014 13:47 e atualizado em 08/09/2014 17:12 1611 exibições
Soja: Para consultor, safra 2014/2015 possui rentabilidade garantida em todas as regiões do país, com a demanda crescente em todo mundo, principalmente pelo aumento na demanda de carnes. Com 2013 sendo um ano excepcional para os produtores de grãos no Brasil, há uma impressão de cenário pouco positivo.

Cenário pressionado para os grãos tem preocupado diversos produtores sobre a renda para a próxima safra, mesmo com um cenário de demanda crescente. Segundo Carlos Cogo, Consultoria Agroeconômica, o que chama atenção para o atual cenário é a situação da safra 2013, que foi excepcionalmente boa em diversos sentidos, tanto em produtividade quanto em preços. Com isso, a próxima safra parece desanimadora, quando comparado com números da safra passada.

Para Cogo, o produtor rural brasileiro terá renda garantida em todas as regiões do país. Parte destas perspectivas se deve ao grande volume de compras dos países asiáticos. Estes locais também demonstram um crescimento sólido na demanda de carnes, que tem como consequência o aumento das compras de farelo de soja, para alimentação dos animais.

Segundo o consultor, os pisos estão estabelecidos em U$ 3,50 por bushel para o milho e U$ 10, que são níveis de preço que ainda geram rentabilidade aos produtores. Cogo aconselha que os produtores fixem apenas os prêmios, pois estão interessantes atualmente, enquanto no primeiro trimestre do ano que vem deverão cair. Já para a soja disponível a situação é inversa, em os preços deverão melhorar para o ano que vem.

Cogo também acredita que os produtores devem comercializar a soja disponível no momento, pois com o vencimento setembro/14 deixando de ser a referência, as cotações na bolsa de Chicago ficarão ainda mais pressionadas com a chegada da nova safra americana de grãos. 

Por:
João Batista Olivi // Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

    De pleno acordo Telmo,

    por aqui também. Muitos produtores além dos componentes de custo fixo e variável ainda tem amortizações de dividas de safras passadas para cobrir.

    Enquanto soja e milho estavam com preços bem acima da media, esses custos e amortizações era facilmente diluídos, agora com a queda dos preços esses correm grandes riscos de amargarem grande prejuízo.

    Mesmo as parcelas de financiamentos (investimentos em maquinas e infraestrutura, mais do que necessárias diga-se de passagem), vai ter maior peso no orçamento da próxima safra.

    O grande problema continua sendo o custo elevado de produtos e serviços que pagamos, sendo os financiamentos a única forma de conseguirmos investir em melhorias, porem o custo desses produtos e serviços não deixa de serem astronômicos.

    Enquanto as commodities estavam em alta, conseguíamos diluir esses custo e seguir em frente, amortizando-os, contando com que o futuro fosse amigável até que essas parcelas todos fossem quitadas.

    Mas pelo visto o ano que vem vai ser pouco amigável de diversas formas:

    - commodities em baixa devido as leis mercadológicas;

    - economia interna em frangalhos devido a anos de populismo e Keynesianismo.

    - Instabilidade jurídica se aviltando.

    E pouquíssima perspectiva de melhora ou mudança

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Aqui na nossa região o otimismo do Carlos Cogo não se aplica a muita gente. Mutuários em dificuldade para saldar seus financiamentos bancários e um inadimplemento bastante grande junto aos revendedores de insumos. O cobiçado preço da soja viciou. O feijão falhou em termos de preço e o milho está sendo negociado a 17,00 e a região não é contemplada com nenhum Pepro.

    Além disto o troca-troca para a próxima safra está sendo proposto em bases muito desfavoráveis.

    As exigencias documentais para a liberação de novos custeios, aumentaram, denotando perspectivas sombrias para a próxima safra. Somente um catástrofe climática poderá soerguer as cotações em Chicago. Infelizmente a bola da vez em possiveis desastres climáticos é nossa. Portanto em ambos as hipóteses teremos ao que tudo indica uma diminuição da renda.

    Quem não acredita em nada disto são os formadores dos preços de custo.

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