DA REDAÇÃO: Café – Na região de Espírito Santo de Pinhal/SP quebras são de 35% a 40% e falta de chuva preocupa produtores

Publicado em 06/10/2014 13:18 e atualizado em 06/10/2014 17:24 619 exibições
Café: fim da colheita na região de Espírito Santo de Pinhal-SP confirma quebras entre 35 a 40%. E a falta de chuva na região já preocupa produtores que projetam uma safra ainda menor para o ano que vem.

A safra de café da Coopinhal, em Espírito Santo do Pinhal-SP já foi encerrada e mesmo com todos os cuidados dos produtores, a cooperativa registrou quebras de 35% a 40% nas cidades atendidas devido à falta de chuva e as altas temperaturas.

Segundo o engenheiro agrônomo da Coopinhal, Celso Scanavachi, a expectativa era receber de 120 a 125 mil sacas. No entanto, a cooperativa recebeu até o momento apenas cerca de 70 mil.

“A quebra foi acima da expectativa, apenas algumas áreas de serra onde se tem clima mais ameno que tivemos uma perda menor, mas não deixou de ser menos que 20%”, afirma. Os cafezais irrigados também já começam a registrar queda de produção.

A expectativa para a próxima safra é que os números sejam ainda menores. “Nós já sabemos que a safra 2015 será baixa porque a lavoura vem com crescimento de ramo deficitário”, diz. Sem chuvas, os cafeicultores também não conseguem realizar adubação nas plantas.

A região recebeu nos últimos dias floradas inexpressivas, mas os produtores têm dúvidas quanto ao ‘pegamento’. “Tudo depende do que vamos ter de umidade suficiente para o crescimento desses chumbinhos daqui para frente”, afirma Scanavachi.

Com índice de chuva deficitário a planta precisa cada vez mais de água para manter o chumbinho. “A planta usa a água para tentar salvar sua constituição física e joga o fruto fora para tentar se reconstituir”, explica o engenheiro agrônomo.

No ano passado quando a seca também afetou a região, o chumbinho já estava definido. No entanto, neste ano ainda não visto que a seca perdura desde o início do ano. Segundo Celso Scanavachi, a safra de 2015 deve ser 20% menor que a atual. 

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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