DA REDAÇÃO: Soja – Lavouras sofrem com altas temperaturas e ausência de chuvas em Sta. Terezinha do Itaipu (PR)

Publicado em 15/10/2014 11:24 e atualizado em 15/10/2014 16:34 482 exibições
Safra 2014/15: Sem chuvas há mais de 9 dias e com temperaturas elevadas, lavouras de soja são castigadas em Sta. Terezinha do Itaipu (PR). Ataque da falsa medideira nas plantações também preocupa os produtores. Situação prejudica o desenvolvimento das plantas e pode afetar a produtividade. Negócios antecipados estão parados e no mercado disponível, preços da saca giram em torno de R$ 54,00.

Em Santa Terezinha do Itaipu (PR), as lavouras de soja estão sendo castigadas pela ausência de chuvas e as temperaturas elevadas. A região não recebe precipitações há mais de 9 dias e, por enquanto, as previsões climáticas não indicam chuvas nos próximos 5 dias. Já as temperaturas ultrapassam os 40º C na localidade. Até o momento, cerca de 95% da área foi cultivada.

De acordo com o produtor rural do município, Emerson Luiz Romanha, mais preocupante é o calor, pois as plantas têm poucos dias de cultivo. “As previsões não são animadoras e podem acarretar um menor desenvolvimento da soja e com porte menor, em função do período mais seco. Inclusive em algumas áreas poderemos ter o replantio de algumas áreas, o que já aconteceu devido ao ataque de lesmas”, destaca.

Além disso, as lavouras estão sendo atacadas pela lagarta falsa medideira. Normalmente, a praga aparecia nas plantações em meados do mês de dezembro, mas nesta safra, as lagartas anteciparam o surgimento. Com isso, os produtores já tiveram que realizar a primeira aplicação de inseticidas nas plantações.

“A grande apreensão é que nesta safra dependeremos muito da produtividade das lavouras para garantir uma renda. Hoje temos preços ao redor de R$ 54,00 no mercado disponível e tivemos um aumento, principalmente em relação às sementes, fertilizantes, herbicidas e inseticidas. A nossa renda está ligada ao rendimento das plantações”, afirma Romanha.

Consequentemente, as negociações futuras estão paradas na região. O produtor ainda diz que, os agricultores estão cautelosos em fazer contratos e depois não conseguir cumpri-los. “Essa é uma atividade de alto risco, se não tiver chuvas, ou até mesmo um ataque de pragas. Então é bastante complicado fazer uma renda futura”, completa.

Milho safrinha

Boa parte do milho safrinha colhido ainda está armazenado na região. Frente aos preços mais baixos, em torno de R$ 17,00, os agricultores não conseguem fechar as contas, mesmo com uma boa produtividade. Porém, os agricultores terão que negociar esse milho nos próximos meses para liberar espaço nos armazéns e estocar a soja.

“É uma situação desanimadora, e na próxima safrinha poderemos ter uma redução na área destinada ao milho. E no trigo temos uma situação parecida, a saca é cotada a R$ 28,00 e temos os altos custos de produção. Então, ficamos nessa, os preços não ajudam muito e podemos até mesmo cultivar a aveia na próxima safrinha”, finaliza Romanha.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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