Greve dos Caminhoneiros: Em São João (PR), produtores estão sem óleo diesel e colheita da soja está parada nesse momento

Publicado em 23/02/2015 11:12 e atualizado em 23/02/2015 15:28
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Greve dos Caminhoneiros: Em São João (PR), produtores estão sem óleo diesel e colheita da soja está parada nesse momento. Situação também afeta o abastecimento de ração nas granjas. Por enquanto, não há sinalização de solução ao impasse. Rodovias permanecem bloqueadas ao redor do município. Apenas 15% da área foi colhida com a oleaginosa na localidade.

Na região de São João (PR), a greve dos caminhoneiros já tem afetado a produção agrícola. Os caminhoneiros estão parados nas estradas da região desde a semana anterior. Com isso, os produtores estão sem óleo diesel e o abastecimento de rações nas granjas também foi comprometido. Diante desse cenário, a colheita da soja está parada na localidade.

Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Arceny Bocalon, os caminhões estão parados há 6 dias. “A cada dia que passa, a produção agrícola está sendo mais afetada e, caso o impasse não seja resolvido, a situação irá se agravar. Para tirar o produto da lavoura e levá-lo até o armazém não terá problema, porém já estamos sem diesel. Esse é um cenário que também atinge as cidades próximas”, destaca.

Até o momento, cerca de 15% da área semeada com a soja nesta temporada já foi colhida. E, por enquanto, a produtividade média gira em torno de 60 sacas do grão por hectare. Já o milho, registrou uma queda de 20% a 25% no rendimento das plantações e, a média das lavouras ficou entre 150 sacas a 160 sacas do cereal por hectare.

“Tivemos problemas com o clima irregular ao longo do desenvolvimento do cereal, o que comprometeu a produtividade. E, agora estamos preocupados com o retorno das chuvas. A localidade têm recebido precipitações desde a última quarta-feira e a previsão é que o cenário se repita até o dia 27 de março. Consequentemente, teremos uma concentração da colheita”, explica o presidente.

Preços

Em São João, a saca da soja é cotada a R$ 59,00 e do milho a R$ 23,00. “Para a oleaginosa, cobre os custos de produção devido à produtividade. Embora, em algumas localidades, tivemos problemas em relação ao aparecimento da ferrugem asiática, o que deve afetar a produtividade das lavouras nessas regiões”, destaca.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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