EXCLUSIVO: Agronegócio não é pauta de campanhas presidenciais sensatas à nação

Publicado em 21/10/2010 14:45 e atualizado em 21/10/2010 17:33
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Agronegócio vê a campanha presidencial passar e as pautas em defesa do relatório Aldo Rebelo serem colocadas em segundo plano. Questão ambiental mostra que os partidos não defendem os produtores rurais.

 

O dia da eleição para decidir o próximo presidente da República se aproxima (31 próximo), enquanto o agronegócio não entrou nas pautas da campanha eleitoral dos candidatos a eleição, nem mesmo durante o segundo turno. A defesa do relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi colocada em segundo plano e os partidos mostraram que não defendem os produtores rurais.

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De um lado, Dilma Roussef, candidata petista, já sofreu pressão da conhecida ONG ambientalista Greenpeace para o desmatamento zero no Brasil e, o tucano José Serra declara anistia aos infratores do meio ambiente.

 

Para a diretora executiva da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Mônica Bergamaschi, a solução para fazer valer o direito dos agricultores com o novo Código Florestal Brasileiro passa pela coerência jurídica de entender que atualmente a produção agrícola do Brasil tem outra dimensão, bem como, não pode ser sustentada desde 1965 com medidas provisórias que camuflam a falta de legitimidade técnico-científica das questões ligadas ao meio ambiente.

 

Em miúdos, colocar na ilegalidade produtores que alimentam o país como os vilões do meio ambiente seria como instaurar conflitos sociais pela escassez de comida nos grandes centros urbanos. Bergamaschi questiona o papel da sociedade junto ao campo para manter o equilíbrio entre a economia e a preservação ambiental.

 

Portanto, se a medida não for pensada pelos eleitores, principalmente do campo, para eleger o futuro presidente da República, em 11 de junho do ano que vem, nós teremos 90% dos agricultores do Brasil postos na ilegalidade. Vai faltar cadeia e vai faltar algema, avalia a diretora.

Fonte: Redação NA

2 comentários

  • miguel nunes neto Guajará-Mirim - RO

    A falta de conhecimento e/ou má fé predomina nas discussões sobre a questão ambintal e o agronegocio, que não é a produção dos grandes produtores rurais, e sim a integração entre a produção de alimentos, vegetais e animais, e a industrialização desta produção. Todas as plantas participam do balanço energetico do meio ambiente, portanto, um pé de alface contribui, proporcionalmente, igual a uma castanheira aqui na amazonia. Nas discussões ambientalistas a produção de oxigenio do que os produtores rurais plantam não aparece, ninguem fala. Acordam Brasil. VAMOS MUDAR O CODIGO FLORESTAL. VAMOS APOIAR A PROPOSTA DO DEPUTADO FEDERAL ALDO RABELO. UNIÃO BANCADA RURALISTA. VAMOS APOIAR O PRESIDENTE DA BANCADA RURALISTA, DEPUTADO MOREIRA MENDES. VAMOS BATALHAR ATÉ A VITORIA.

    Engenheiro Agronomo Miguel Nunes Neto - Presidente do Sindicato Rural de Guajará Mirim-RO

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  • junior masanobu utida Campo Novo do Parecis - MT

    comida farta X meio ambiente em abundãncia. Um dilema. prevalece o meio ambiente. Preservemos ou reconstituiremos as beiras de rios e encostas mal preservadas do Brasil agricola. Mas produzir alimento também é preservar o meio ambiente pois cada pe de fruta, café, uva ou mesmo soja ou pastagem tem a MESMA função vital da planta em relação a uma vegetação nativa (fotossintese). Precisamos desenvolver técnicas para conservação do solo e manutenção de materia orgânica ( sequestro de carbono ). O IMPORTANTE É ENCONTRAR O EQUILIBRIO. ... e a população, que necessita de alimento, continua a crescer. ( o meu candidato tem propostas inteligentes.)

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