DA REDAÇÃO: Oferta mais enxuta e mecanismos governametais sustentam preços do arroz

Publicado em 29/09/2011 11:47 e atualizado em 29/09/2011 15:30 349 exibições
Retração na oferta e na área plantada e medidas do Governo influenciam positivamente preços do arroz. Apesar dos valores regionalizados, tendência para produtor de todo país é de alta nos preços, com cenário firme e remunerador.
O leilão de PEP e Pepro de arroz do Rio Grande do Sul, realizado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializou apenas 4 mil toneladas das 85 mil toneladas ofertadas. De acordo com o consultor de mercado Marco Aurélio Tavares, o baixo volume de negociações já era esperado em função da depreciação do prêmio, de 96 centavos por saca.

As negociações no mercado interno seguem mais firmes com o enxugamento da oferta. "O mercado está respondendo finalmente à ação governamental de subvenção tanto de PEP quanto dos outros mecanismos de aquisições", comenta.

Na região de Pelotas- RS, quase não há negociações abaixo do preço mínimo, já que muitos produtores estão com estoques reduzidos devido à ativa participação em mecanismos de PEP Pepro e AGF. Além disso, no cenário internacional, a reação do dólar vem tornando o produto gaúcho mais competitivo no mercado, o que contribui para o enxugamento dos estoques. Por outro lado, na região da Campana Gaúcha, o valor da produção segue mais depreciado já que os procedimentos de logística dificultam o acesso dos produtores aos mecanismos de comercialização.

Apesar dos valores regionalizados, a tendência para produtor de todo país é de alta nos preços, com cenário firme e remunerador. "Os preços estão se recuperando próximo a Pelotas que está com estoques reduzidos (...) logo vai haver uma procura pelo produto de outras regiões e consequentemente o efeito cadeia deve refletir na recuperação dos preços dessas regiões", conclui.

Redução da Área Plantada

Na próxima semana, a Conab deve divulgar o primeiro levantamento de intenção de plantio do arroz no Brasil. Indicadores já apontam para uma possível redução de 10%. O Rio Grande do Sul deve semear 1.057.357 ha (um milhão, cinqüenta e sete mil e trezentos e cinqüenta e sete hectares) de arroz na safra 2011/2012. Os dados, divulgados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), representam uma redução de quase 11% em relação a 2010, o equivalente a quase 125 mil hectares. Este indicativo também vale como suporte para as cotações.

Por:
Ana Paula Pereira e Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Flavio Schirmann Formigueiro - RS

    Na região de abrangência da COTRISEL na Depressão Central o preço continua deprimido, R$ 21,50 (Tipo 1 - 58 X10) causando enorme desestímulo ao plantio, somado a negativa do BB em financiar quem prorrogou os débitos dos custeios dos anos anteriores (Hoje mascarados em EGF) e com horizonte internacional mostrando crise nos mercados com redução no preço dos grãos por certo haverá grande redução de área semeada com arroz.Como não houve socorro ao setor orizícola com um todo agora é "salve-se quem puder", cada um vai direcionar seus parcos recursos para outras atividades que lhe garanta alguma remuneração e deixar de se preocupar com o que já perdeu com lavoura de arroz...

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