DA REDAÇÃO: Agricultura não pode ser responsabilizada pelo aquecimento global, defende pecuarista

Publicado em 07/11/2011 13:09 e atualizado em 07/11/2011 17:22 314 exibições
Questão Ambiental: Discussão em torno do aquecimento global deve levar em consideração as alterações que se registram nos Oceanos. Outro efeito positivo são as gramíneas, que capturam mais carbono do que as próprias florestas (que estão em equilíbrio).
A pressão sobre os produtores rurais para que haja diminuição na produção agrícola em função do temor pelo aquecimento global e outros fenômenos “maléficos”, têm diversos pontos de vista a serem analisados. A começar pela contribuição das gramíneas utilizadas na técnica do plantio direto, pois essas plantas capturam mais carbono que a floresta. Enquanto a vegetação preservada utiliza o próprio oxigênio que produz, a gramínea contribui para o ar do planeta. Sem contar que o plantio direto traz muitas melhorias para o solo.

Além disso, nos oceanos é que são produzidos grandes percentuais de fotossíntese, devido ao plâncton, que captura o carbono para transformá-lo em oxigênio. Esse tipo de informação, para o produtor rural Celso de Almeida Gaudencio, deveria ser levada em conta nas discussões como a do Senado Federal, que está prestes a votar o Novo Código Florestal brasileiro. Na realidade, é importante que se corrija a politização do debate, que tenta jogar a culpa dos problemas ambientais do planeta nos produtores, visando a enfraquecer o capitalismo em detrimento de ideais socialistas.
Por:
João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    João Batista a contribuição dos Oceanos além do equilíbrio dos componentes atmosféricos, o que tudo mundo já sabe, contribuem também através das correntes aéreas úmidas e determinam o regime de chuva e a temperatura continental. Tudo sobre a regência da radiação solar sobre os oceanos, conforme a posição em relação ao planeta Terra, então surge às estações estivais e os ciclos de maior resfriamento ou aquecimentos dos oceanos influenciando o clima dos continentes. Mas, caro João Batista também tudo mundo sabe disso, mas as correntes ambientalistas distorcem essas premissas dizendo que são as florestas nas APP e nas ARL é que vão determinar o clima continental, os quais na verdade somente influencia no micro clima, daí sua importância manter florestadas as fontes de água.

    Enquanto os sistemas rurais pelo uso de espécies vegetais para produção de alimentos e cobertura verde do solo são também importantes no fluxo da água e igualmente importantes ao micro clima, especialmente se conduzido em plantio direto. Mas tanto as florestas como demais espécies atuam de forma manter em equilibrado os componentes atmosféricos contábil de entrada e de saída, assim uma florestas em crescimento pela sua estrutura proporcionalmente emite menor quantidade de gás carbônico no processo fotossintético, mas pela maior deposição ao solo de material orgânico, no processo de mineralização despeja maior quantidade de gás carbônico na atmosfera. Dessa forma nada contribuem com as mudanças dos eventos climáticos, todos eles vindo do mar. Mas, essa premissa não é tratada pelos ambientalistas.

    No novo Código Florestal se espera que considere os sistemas rurais de produção rurais como determinante na definição da maior ou da menor necessidade de Florestas.

    Nas áreas consolidada pelo uso agrícola parte das beiras de rios deve constar ou ser regeneradas naturalmente florestas para proteger a vida aquática. Na Reserva Legal, também, pode ser estabelecida por projeto técnico para uso racional, em proporções maiores para agricultura anual e menor em cultivos perenes. Quando necessitar área maior também pela regeneração natural. Mas, como expressar isso se o projeto do Código Florestal que tramita no Senado, nem sequer menciona os Sistemas de Produção, desenvolvidos dentro do enfoque sistêmico pela pesquisa brasileiras por décadas, esta sendo jogando tudo no lixo, desestimulando as instituições de pesquisa a continuar conceber sistemas de produção de uso racional do solo, como o sistema de integração lavoura-pecuária, ou sistema sivilpastoril ou o último associado a lavoura. A única opção que resta ao pecuarista é trocar brachiaria por eucalipto diante do impasse.

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