DA REDAÇÃO: Quebra no Paraná mantém preços firmes para feijão

Publicado em 01/12/2011 11:38 e atualizado em 01/12/2011 14:58 365 exibições
Feijão: Preços mais firmes para o feijão carioca devido a menor produção em São Paulo e quebra na produtividade do Paraná, que também deveria estar ofertando no momento. A saca pode ser encontrada até por R$140. Cenário deve prevalecer até início do ano.
O leilão de feijão da Conab realizado nesta última quarta-feira, dia 30, não afetou diretamente os preços do grão para o produtor. Isso por que, o feijão carioca negociado é do tipo mais escuro, com nota 6 ou 7, que é pouco procurado pelo mercado. O grão carioca opera atualmente com preços mais altos, em torno de R$120, podendo ser encontrado até por R$140.

Já o feijão preto apresentou maior procura, no entanto, o mercado segue parado diante da espera da maioria dos compradores pela movimentação da oferta do grão. A referência de preço do feijão preto no interior do Paraná hoje este em torno de R$65 e R$70.

As altas nos preços do feijão carioca são reflexas da oferta ajustada de São Paulo nesta safra. O Estado colhe no momento o seu grão, com uma área menor que a observada na última safra, além de quebra de produtividade por problemas climáticos.
De acordo com o analista de mercado da Correpar, Marcelo Lüders, a safra de São Paulo não está conseguindo abastecer o mercado. “Alguns empacotadores estão com os estoques zerados ou comprando o mínimo necessário, pois todos aguardavam que os preços cedessem mais, a menos de R$100. Hoje, abaixo de R$120 com certeza muitos compradores já devem voltar ao mercado e vão comprar para suprir a demanda de dezembro.”

Segundo o analista, não há expectativas que o Estado venha a atender a demanda, pois o pico de colheita já passou e os empacotadores devem comprar o mínimo necessário até 15 de dezembro e não devem fazer estoques para janeiro, devido aos preços elevados.

O movimento atípico nos preços acontece por que o Paraná, que normalmente oferta no período, colheu apenas 5% de sua safra até agora, devido a uma quebra de produtividade por problemas climáticos. “O Estado está ofertando um volume muito menor. Com esse cenário podemos ter preços mais firmes e remuneradores para os produtores que estejam colhendo na região Sul”, explica Lüders.

Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

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