Setor do feijão também deve sentir impactos no escoamento por conta da greve dos caminhoneiros

Publicado em 25/02/2015 13:48 518 exibições
Feijão: Escoamento nesse setor também pode ser comprometido pela greve dos caminhoneiros que acontece em todo o Brasil. Impacto mais severo poderá vir na inflação e influenciar, diretamente a população. Movimento é resultado de um represamento na alta dos combustíveis e a falta de liderança do governo.

No mercado do feijão os impactos da greve ainda não são graves, mas devem aumentar no decorrer dos próximos dias - caso as paralisações continuem. No entanto, os produtores também apoiam as reivindicações, pois os custos do transporte afetam o agricultor.

No abastecimento as consequências não foram sentidas, pois o maior consumo é registrado no início de cada mês. Contudo, existem situações pontuais em que empacotadores estão sem mercadoria para entregar, rompendo o fluxo com os supermercados. Os preços também podem sofrer ligeira alta caso esse situação dure mais dias, haja vista que o feijão tem grande consumo no país.

Para Marcelo Lüders, da Correpar, o mercado tinha grandes expectativas com o término do carnaval, mas a alta inflação tem afetado o consumo de muitos produtos, inclusive nos básicos – como arroz e feijão. Por outro lado, “há também a questão dos especuladores, que entraram no mercado dando liquidez, adquirindo o produto aos níveis que foram vendidos e agora estão aguardando uma valorização para entrar neste mercado”, explica.

Os indicativos para o mês de março sinalizam um mercado estável, ou com ligeira alta, por conta das safras – geralmente com grande volume – que terão um volume menor. “Dessa maneira não haverá uma entrada de mercadoria suficiente para atender a demanda de 3 milhões de sacos por mês”, afirma Lüders.

No mercado internacional a comercialização para países da Ásia e Oriente Médio está garantida, dando maior tranquilidade aos agricultores. Além disso, a estiagem – principalmente na região nordeste – pode diminuir a quantidade e produtividade de áreas plantadas. Portanto, a expectativa é de um ano com bons preços em qualquer variedade.

Nos preços, o feijão nota 7 varia de R$ 160,00 a R$ 165,00 e o governo deve fazer leilão do estoque de 5 mil toneladas – podendo elevar os preços da boa mercadoria. 

Lüders considera que a divulgação de índices equivocados de produtividade nas safras prejudica a cultura, porque o produtor opta em não investir. “O supermercadista pega esses dados e diz ao empacotador que tem muito feijão, prejudicando enormemente a cadeia produtiva”, comenta.

 

Por:
Carla Mendes e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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