Mesmo com quebra de quase 40% da safra no PR, preços do feijão carioca não reagem. Saiba porque

Publicado em 18/05/2018 13:32 e atualizado em 18/05/2018 14:41
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Mercado do feijão segue sem perspectivas de reação nos preços
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Mercado do Feijão, com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Marcelo Eduardo Lüders, presidente do IBRAFE, destacou nesta sexta-feira (18) que, mesmo com as perdas significativas no Paraná, de 30% até 40% em alguns casos, o mercado não tem visto reação nos preços do feijão carioca.

Como aponta Lüders, este fator é reflexo dos estoques ainda existentes em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás, bem como lavouras que começam a ser plantadas agora e um ambiente que não traz nenhum fundamento de reação.

Todo o quadro que se desenha tira o ânimo do mercado de pagar mais caro pelo feijão. Para ele, um dos problemas mais sérios é a questão dos levantamentos que não tem sido feitos no Brasil, já que o país possui uma área maior de feijão do que se imagina.

A alternativa, neste momento, é a diversificação dos cultivares para começar a ter condições de desenvolvimento e conhecimento de como conduzir essas lavouras. No feijão carioca, os produtores ficam reféns do preço.

Desde 2010, os preços no segundo semestre são mais baixos do que no primeiro semestre, o que não ocorria antes. Isso foi impulsionado pelo aumento da área irrigada e de novas cultivares.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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