Preços do feijão carioca se sustentam acima dos R$ 200/sc mesmo em período do mês em que a demanda costuma ser menor

Publicado em 18/01/2019 12:34 e atualizado em 18/01/2019 15:43
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Bons preços do carioca podem incentivar aumento de oferta na segunda safra a partir de abril. Produtores tem como alternativa, variedades que podem ser exportadas
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE sobre o Mercado do Feijão

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O mercado do feijão enfrenta o momento em que, tradicionalmente, existe menos demanda pelo produto e os fornecedores aproveitam para fazer uma pressão nos preços no meio do mês. Apesar disso, os preços do feijão estão conseguindo se sustentar em patamares altos até o momento.

“Ele vem mantendo os preço, por exemplo o feijão 8 ou 8,5 manteve os 190/195 reais, em algumas regiões até R$ 200,00. Diversos negócios sendo registrados em Minas Gerais e em Goiás a R$ 210,00”, aponta Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses).

Essa tendência de preços altos deve se manter pelo menos até o momento de intensificação das colheitas e maior oferta do grão. “Nós temos a perspectiva de ter um valor de produto que empurre a cotação para baixo somente lá para abril, quando deverá haver um volume maior de oferta da segunda safra para pressionar os preços para baixo”, explica Lüders.

O presidente do Ibrafe pontua ainda que, para se precaver dessa possibilidade de baixa nos preços, o produtor deve diversificar para outros tipos de feijão como o rajado e o vermelho, que tem boas possibilidades de exportação, produtor mais rústicos como o feijão mungi ou até mesmo o grão de bico que está se difundindo cada vez mais no Brasil com custo de produção mais baixo levando em conta a produtividade esperada.

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por: Aleksander Horta e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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