Feijão: redução da oferta com finalização da 2ª safra no PR e retração vendedora ajudam a sustentar cotações do carioca

Publicado em 24/05/2019 12:56 e atualizado em 24/05/2019 15:11
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Área de feijão irrigado deve ser menor que no ano passado e antecipação de plantio pode evitar concentração de oferta em agosto
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

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Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE sobre o Mercado do Feijão

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As cotações do feijão carioca devem permanecer sustentadas uma vez que a finalização da segunda safra e a retração vendedora começam a aparecer no cenário, conforme aponta Marcelo Eduardo Lüders, presidente do IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses).

“Vai passando o momento de pico da safra e o produtor fica um pouco mais reticente em aceitar os números que vinha aceitando até há alguns dias atrás. Como houve problemas de clima, você tem quebra, diminuição na produtividade e aumento de custo na lavoura. Então o produtor que tem um feijão nota 8, com alguma mancha, tem recebido ofertas na casa dos R$ 125,00, mas o produtor já não está aceitando isso”, comenta Lüders.

Essa uma tendência que deve permanecer para os próximos meses. O presidente do IBRAFE conta que, como deveremos ter um volume menor sendo colhido entre junho e julho, os preços dificilmente vão ficar menores do que os apresentados hoje. “São mais fatores para manter de 150 para cima do que para baixo”.

Além disso, a próxima safra irrigada deve ser menor do que a do ano passado. Um vez que o volume de sementes vendido foi menor, a área sofrendo concorrência com o algodão no Mato Grosso e uma busca por alternativas ao feijão carioca que teve preços desestimulantes próximos do momento de tomada de decisão pelos produtores.

Confira a íntegra da entrevista com o presidente do IBRAFE no vídeo.

Por: Aleksander Horta e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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