Suínos que iriam para a Rússia seguem na oferta interna, corroendo os preços nas granjas em paralelo à alta no custo da ração

Publicado em 29/03/2018 11:31 e atualizado em 29/03/2018 12:25
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Cerca de 40% destinados aos russos ficam aqui, desde que o embargo às importações foi determinado em dezembro. No RS, kg na granja a R$ 2,40/2,45, R$ 2,83 para os integrados e R$ 3,26 posto no frigorífico. Produção gaúcha foi negativa em 2017, o que por um lado foi bom pois limitou o já grande excesso de animais no mercado no primeiro bimestre de 2018.
Confira a entrevista com Valdecir Folador - Presidente da ACSURS

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Com a suspensão da Rússia às carnes brasileiras, 40% dos produtos destinados as importações estão indo para o mercado interno. Com isso, as cotações dos suínos estão em queda e os custos de produção estão elevados gerando um desequilíbrio no mercado.

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, após a Rússia impor o embargo dos suínos, o mercado está enfrentando um período negativo. “O embargo da Rússia trouxe um desequilíbrio na suinocultura junto com a dificuldade de comercialização e o alto custo de produção”, afirma.

 No entanto, os suinocultores seguem com as expectativas para a retomada do mercado para conseguir boas margens de lucros ao produtor e sustentar a produção. “Com base nos dados de 2017, a produção de suínos cresceu 0,83 % isso demonstra que o setor estava equilibrado. Como no ano passado foi um ano positivo, muitos investimentos foram feitas nas melhorias de granjas”, destaca.

Com o mercado baixista, as referências estão em torno de R$ 3,26/kg no frigorífico e a perspectiva é que os preços devem cair nas próximas semanas. “Já para as granjas as cotações fecharam por volta de R$ 2,40/kg a R$ 2,45/kg e para integração as referências giram em torno de R$ 2,83/kg”, comenta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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