Preço do carioca chega a R$ 300,00, mas produtor não terá condições para ampliar o plantio e oferta deve continuar escassa ao longo de 2016

Publicado em 20/05/2016 13:43 e atualizado em 20/05/2016 15:03
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Direto da Turquia, Marcelo Lüders analisa o mercado de feijão e esclarece as principais dúvidas dos produtores e compradores internacionais

O mercado do feijão carioca voltou a recuar no meio desta semana, após ações de especulação.

O analista da Correpar, Marcelo Lüders, conta que "quando o mercado chegou a R$ 280,00/sc houve movimento de especulação, ou seja, muitos compraram apostando que o preço batesse pelo menos R$ 300,00/sc", explica.

No início da semana, quando as cotações atingiram esse patamar em algumas regiões, houve ações de liquidação, fazendo o mercado registrar ligeiro recuo.

Contudo, a semana encerra com de novas altas. "Hoje já temos novamente uma procura razoável, que ocorre porque a compra tem sido da mão para a boca", destaca Lüders. Além disso, a expectativa da chegada de uma nova frente fria no sul do país também colabora para elevação das cotações neste momento.

A baixa disponibilidade do grão, que tem sido o principal fator de valorizações, não dá indicações de melhor. Para a terceira safra, Lüders afirma que muitos produtores tem relatado dificuldade no abastecimento de água, preços da semente e doenças que podem limitar a área semeada neste ano.

"Por todos esses fatores já começamos a considerar, pelo menos 100 mil hectares a menor na terceira safra, se comparado ao ano passado", alerta o analista.

A projeção da Correpar é que o Brasil produza de 2,85 a 2,90 milhões de toneladas, enquanto que o abastecimento interno depende de 3,35 milhões de toneladas, significando que os preços deverão permanecer em alta mesmo quando iniciar a colheita do feijão irrigado.

Além disso, o mundo sabe que o Brasil tem uma grande perda no feijão carioca, sendo difícil outro país suprir, "então não há grandes possibilidades de trazermos para o Brasil feijão de outros lugares que possam amenizar o preço pago pelo produtor", completa o analista.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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