Plantio de grãos está liberado a partir de hoje no Paraguai e produção de soja tem potencial para atingir 8,5 mi/ton

Publicado em 31/08/2016 12:49 e atualizado em 31/08/2016 18:28
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Projeções apontam para próxima safra de soja de até 8,5 mi/ton no Paraguai. Produtores endividados evitam aumentar área de plantio. Milho deve ganhar espaço na safra de verão

Encerrado o período proibitivo os produtores do Paraguai se preparam para iniciar o plantio da safra 2016/17 de soja. Com os insumos adquiridos e condições de umidade favoráveis, os agricultores aguardam o clima firmar para lançar as primeiras sementes no solo.

Conforme explica Luiz Alberto Conink, gerente de marketing operacional da Agrotec, "entre julho e agosto fomos beneficiados com algumas precipitações que possibilitam a realização de dessecações e preparo de solo", relata.

Levantamentos privados apontam que a área de soja deve ficar em 2,8 milhões hectares neste ano, com potenciar de produtividade entre 2,9 a 3 mil quilos por hectares, totalizando uma produção estimada em até 8,5 milhões de toneladas do grão.

E as perspectivas são positivas também nos preços. Com a recuperação do mercado da soja na Bolsa de Chicago - voltando a operar próximo aos US$ 10/bushel - os agricultores paraguaios acreditam em um ano de remunerações positivas, ao contrário do que aconteceu nas últimas duas safras.

Para Conink, a combinação de recuperação dos preços e recuo nos custos de produção [influenciado pelo câmbio] ainda "não é uma posição confortável, mas indicando um processo de reestruturação financeira do setor."

No Paraguai, diferente da legislação brasileira, não é proibido o cultivo da soja safrinha. E apesar da preocupação dos agricultores com a rotação de culturas e questões sanitárias, o gerente de marketing, afirma que a definição de área para soja estará diretamente relacionada à competitividade frente ao milho.

Milho

Puxado pela demanda, os preços do milho também demonstraram reação desde o final do ano passado. As boas perspectivas de rentabilidade trouxeram incremento de área.

Mas, a exemplo do Brasil as lavouras de milho safrinha foram castigadas pelo clima, reduzindo o potencial produtivo e mantendo as cotações em alta mesmo no período de colheita.

Segundo Conink, a atratividade em termos de preço também trará incentivar o cultivo do cereal na safra de verão, que deverá ficar entre 30 a 40 mil hectares.

Já na safrinha de 2017 a expectativa é de que "se os preços se mantiverem em alta poderemos ter uma elevação na área cultivada", afirma o gerente. As projeções indicam uma produção de 3,7 milhões de toneladas em 650 mil hectares semeados com potencial de chegar até a 4,2 milhões de toneladas.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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