Entre 500 e 700 mil toneladas de arroz devem ser perdidas após fortes chuvas de janeiro no RS

Publicado em 31/01/2019 11:33 e atualizado em 31/01/2019 15:47
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Acumulado chegou a 800 mm em 20 dias, cerca de 50% do esperado de chuva para o ano todo nas regiões da fronteira oeste e da campanha. Expectativa era de produção na casa de 7,5 milhões de toneladas no estado.
Henrique Osório Dornelles - Presidente da Federarroz

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Entrevista com Henrique Osório Dornelles - Presidente da Federarroz sobre as Lavouras de Arroz no RS

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O estado do Rio Grande do Sul sofreu muito com as fortes chuvas do mês de janeiro, em 20 dias foram registrados cerca de 800 milímetros acumulados nas regiões da fronteira oeste e da campanha, o correspondente à 50% do esperado para o ano inteiro. Nesse cenário, a quantidade de perdas das lavouras de arroz só aumentam.

“Ocorreram enchentes nessas regiões e as outras sofreram com a falta de luminosidade. Nós acreditamos que o somatório da redução de produção em função da diminuição de área nos daria uma diminuição de 500 mil toneladas, somadas a 500/700 mil de toneladas entre perdas pelas enchentes e queda de produtividade. Em relação ao ano passado, em que nós colhemos 8,4 milhões de toneladas, deveremos chegar ao máximo em 7,2 milhões de toneladas”, conta Henrique Osório Dornelles, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul).

Como todo esse problema de queda na produção em uma cultura que vem apresentando altos custos já há algumas safras, o presidente da Federarroz enxerga como dramática a situação de atingir rentabilidade, e recomenda que o produtor de arroz tenha coragem e busque mais conhecimento. “O que eu estou vendo pela frente são dias difíceis e somente coragem e conhecimento para atravessar isso. Não adianta a gente se esconder ou reclamar, que nada disso vai resolver. Eu acho que cabe a nós produtores poder rever conceito e verificar se estamos fazendo certo ou não existe algo diferente para se fazer”, diz Dornelles.

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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