TEC do trigo precisa de definição. 750 mil toneladas compradas fora do Mercosul não precisariam pagar taxa de 10%

Publicado em 13/06/2019 14:29 e atualizado em 13/06/2019 16:39
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Mas tema é nebuloso e faltam regras claras para medida
Marcelo De Baco - Corretor de Mercado De Baco Corretora de Mercadorias

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Tarifa de Importação do Trigo - Marcelo De Baco - Corretor de Mercado De Baco Corretora de Mercadorias

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A Tarifa Externa Comum para o trigo ainda precisa ser definida, tendo em vista que aproximadamente 750 mil toneladas poderiam ser compradas fora do Mercosul e não precisariam pagar taxa de 10%.

Segundo o Corretor de Mercado De Baco Corretora de Mercadorias, Marcelo De Baco, a expectativa é que o Brasil deve colher próximo de seis milhões de toneladas nesta safra. “A participação do Rio Grande do Sul deve ser de 2,2 milhões de toneladas e se o clima continuar favorável vão ter uma boa colheita”, destaca.

Mesmo a produção ficando nestes patamares não tira a necessidade que o Brasil tem de importar trigo para abastecer o mercado interno. “Existe uma concentração de trigo nos estados do sul, mas tem um superávit que precisaria exportar ou comercializar para as regiões que não tem produção”, afirma.

Atualmente, as referências para o trigo estão ao redor de R$ 800,00 a tonelada para o comprador e R$ 850,00 a tonelada para o vendedor. No caso da safra nova, as cotações estão em torno de R$ 650,00 a tonelada para o vendedor e R$ 600,00 a tonelada para o comprador.

Com relação aos estoques, o consultor de salienta que a oferta de da safra velha com a entrada da safra nova pode emendar. “Isso tem duas motivações, sendo que a temporada foi um pouco maior do que se esperava e o Rio Grande do Sul perdeu competitividade de farinha em alguns estados da união que participava”, comenta.

Os moinhos anteciparam as compras por receio de uma possível perda de qualidade ou diminuição dos estoques. “Com isso, alguns moinhos vão ficar fora do mercado até a entrada da nova safra que deve entrar no mercado a partir do segundo semestre”, aponta.  

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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