Produtores de arroz vão poder parcelar pagamento dos financiamentos e preços de mercado podem aumentar com consequência

Publicado em 15/08/2019 11:43 e atualizado em 15/08/2019 12:55
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Parcelas que venceriam em julho e agosto poderão ter pagamento dividido entre outubro, novembro e dezembro. Com compromissos mais diluídos, produtores não ficam pressionados para vender produção e preços do mercado devem subir.
Alexandre Velho - Presidente da Federarroz

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Entrevista com Alexandre Velho - Presidente da Federarroz sobre a Determinação do CMN dá folego ao setor orizícola

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A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) em prorrogar o pagamento das parcelas de financiamento para produtores de arroz, além de trazer uma solução ao produtor que não conseguiu realizar o pagamento das parcelas, para o presidente da Fedearroz, Alexandre Velho, como consequência a medida tomada pelo Governo também pode impactar e aumentar os preços de mercado. A medida vale para as parcelas de julho e agosto de 2019, contratadas para a safra 2018/2019. 

Segundo o presidente, a decisão pode ser considerada paliativa e é o primeiro passo para melhorar de alguma forma mais concreta para o produtor de arroz. “É uma medida que ajuda o mercado e inclusive no dia de hoje já mostrou uma reação, uma diferença ao começo da semana. Isso mostra que o mercado já está reagindo a este anúncio”, afirma.

Para Alexandre, um dos próximos passos para melhorar a vida do produtor, é avançar nas questões estruturais na lavoura de arroz e seus altos custos de produção. A expectativa é Reforma Tributária possa ajudar com o custo de produção. “É preciso baixar o custo de produção para consequentemente o produtor poder honrar com os compromissos", afirma.

De acordo com os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Economia, os custos variáveis de produção e o preço médio no Rio Grande do Sul (principal produtor de arroz do País) aumentou 25% entre as safras de 2012/13 a 2016/17 e as safras de 2017/18 a 2018/19, diminuindo a margem de lucro e comprometendo a capacidade dos produtores de pagar os financiamentos.

Por: Guilherme Dorigatti e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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