Manejo Fisiológico do Greening é mais uma ferramenta que pode ser adotada para reduzir prejuízos provocados pela doença

Publicado em 30/11/2017 18:09 e atualizado em 30/11/2017 23:18
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Técnica consiste em dar mais vigor para planta, estimulando produção mesmo em áreas com a presença do greening
Confira a entrevista com Camilo Lázaro Medina - Engenheiro Agrônomo

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O engenheiro agrônomo Camilo Lázaro Medina conversou com o Notícias Agrícolas nesta quinta-feira (30) sobre uma nova forma de manejo para as áreas de citricultura que possuem o potencial de serem contaminadas pelo greening.
O greening traz prejuízos significativos para o citricultor e esta situação, hoje, não se reflete somente no Brasil, como também a nível mundial. A doença avançou bastante e, em algumas regiões, 40% da produção já está afetada.
O Manejo Fisiológico do Greening (MFG), após uma experiência de sete anos no nível comercial e de 10 anos no período experimental, vem no sentido de fortalecer essas plantas afetadas. O manejo é feito desde o plantio em áreas de alta pressão da doença. O fortalecimento evita que as plantas desenvolvam os sintomas do greening e previne pomares que estão com altos indícios deste aparecimento.
Além disso, o MFG também atua estimulando os mecanismos naturais de defesa das plantas e a renovação dos tecidos vasculares para que não ocorra o entupimento que impede a circulação de seiva. Além disso, outros pontos de atenção, como o estresse, o manejo adequado, a irrigação e o sistema radicular compõem esta técnica.
Contudo, os produtores podem continuar a realizar a erradicação das plantas com a doença avançada para manter o pomar sadio, embora somente essa técnica e o controle do vetor não tenham sido suficientes para impedir o avanço no momento.
Aqueles produtores que ainda não possuem o greening em sua propriedade devem realizar inspeções períodicas e só começar a fazer o manejo dependendo do nível de gravidade. O custo inicial desse trabalho é de cerca de R$50 por hectare, variando conforme o crescimento da planta.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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