Os dados do Inpe estão corretos, mas o uso errado desses números pode aumentar polêmica sobre o desmatamento na Amazônia

Publicado em 07/08/2019 14:02 e atualizado em 07/08/2019 16:02
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Governo acerta ao dizer que é preciso primeiro cuidar da população que vive na Amazônia para depois combater avanço do desmatamento
Ciro Siqueira - Engenheiro Agrônomo

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Os dados do Inpe estão corretos, mas o uso errado desses números pode aumentar polêmica sobre o desmatamento na Amazônia

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As informações divulgadas pelo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão corretas, porém o que não está certo é a maneira equivocada que estão utilizando para divulgar esses dados que acaba gerando polêmicas sobre o desmatamento na Amazônia.  

O Engenheiro Agrônomo, Ciro Nogueira, destaca que os grandes jornais estão utilizando os dados do INPE de forma errada. “Normalmente, eles utilizam as informações para fazer afirmações que não são possíveis de realizar com base naquelas informações”, comenta.

O Instituto conta com dois sistemas de monitoramento do desmatamento, tendo em vista que divulgam apenas uma vez por ano o percentual desmatado na floresta Amazônica.  “Esse é o único dado que permite saber se o desmatamento está caindo ou está subindo. Paralelamente, o instituto realiza uma detecção do desmatamento em tempo real e esse sistema não foi feito para detectar a desflorestação”, afirma.

O engenheiro agrônomo ressalta que não tem como saber se o desmatamento está ilegal ou se está autorizado, sendo que cada estado é que fica responsável por autorizar. “As secretárias de meio ambiente de cada estado não informa com clareza ao governo federal ou ao Ministério do Meio Ambiente quais os desmatamentos foram autorizados”, salienta.

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Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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