Governo Federal pode não pagar subvenção ao milho safrinha e causa preocupação; dívida do governo com seguradoras passa de R$ 600 mi

Publicado em 12/05/2015 10:23
Seguro Rural: Governo Federal pode não pagar subvenção ao milho safrinha, afirma Faep. Novas reuniões acontecem nesta 4ª feira (13) e volume de recursos liberados - tardiamente - pode ser de apenas R$ 20 milhões, o que poderia deixar os pequenos produtores de fora do pagamento. Dívida do governo federal com as seguradoras chega a R$ 690 milhões.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), informou a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), na última sexta-feira (8) que não haverá recurso do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o milho segunda safra. Com isso, cinco mil produtores terão de arcar com 100% do custo da apólice.

Está marcada para essa quarta-feira (13), uma reunião do Comitê Interministerial do Seguro Rural para definir como ficará as regras para o milho safrinha, reporta Pedro Loyola, economista da Faep.

Segundo ele, os recursos da ordem de R$ 58,5 milhões para o seguro do milho da segunda safra, não devem ser atendidos. "O Ministério da agricultura levará uma proposta de disponibilizar apenas 20 milhões, ou seja, em torno de 70% dos produtores ficaram de fora do apoio", afirma Loyola.

Na média o custo com o seguro é de 16,2%, ou seja, a cada 100 mil reais de Importância Segurada, o produtor tem que arcar com 16 mil reais de apólice de seguro. A subvenção é 60% sob a taxa prêmio, e Loyola afirma que os 40% que cabem ao produtor já foram pagos entre janeiro e abril.

"Nós temos orientado aos produtores que aguardem, porque a maioria deles não sabem ainda dessa situação. Temos conversado com as seguradoras para que elas segurem os boletos, porque até o primeiro momento o Ministério não queria destinar nenhum recurso para o milho safrinha", declara o economista.

Embora o orçamento de 2015 do programa tenha R$ 668 milhões, dos quais R$ 390 milhões estão comprometidos com a safra de verão do ano passado e o trigo desse ano, sobrariam ainda R$ 278 milhões para as demais culturas. Loyola afirma que no total o governo deve cerca de 690 milhões de reais para as seguradoras.

Diante de um cenário de pressão nos preços, a expectativa de safra recorde no Brasil, e a indefinição nas regras do plano agrícola, os produtores tem muitos motivos para ficar receosos quanto a rentabilidade na segunda safra.
 

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Por:
Carla Mendes e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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