Em Tangará da Serra (MT), com perspectiva de boa safrinha de milho, preços recuam para R$ 14,00

Publicado em 27/05/2015 11:37
Em Tangará da Serra (MT), com perspectiva de boa safrinha de milho, preços recuam para R$ 14,00. Ainda assim, boa parte dos produtores fecharam contratos para exportação, com valores ao redor de R$ 18,00 a saca. Produtividade média deve alcançar 100 sacas do grão por hectare, 6% acima do registrado no anterior, e compensar a redução na área semeada, que ficou em 10%.
Em Tangará da Serra, MT, os preços do milho safrinha recuaram de R$18,00 para R$ 14,00 a saca. Para Clóvis Félix de Paula, delegado da APROSOJA, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, isso ocorre devido às boas perspectivas para a safrinha, tanto na região como em todo o Brasil.
 
“Tivemos oportunidades de ver negócios futuros aqui na região que chegou a R$ 18,00 a saca, com pagamentos para novembro, mas o preço nominal não deixa de ser interessante, R$ 18,00 foi o pico de preço aqui para a região. Atualmente trabalhamos em torno de R$ 14,00 a saca do milho safrinha. Mesmo estando neste valor, ainda é mais que no ano passado onde a saca estava abaixo do preço mínimo”, revela Félix. Do mesmo modo, muitos produtores conseguiram aproveitar o preço melhor e fechar negócios futuros. “Esse ano a comercialização avançou mais. Quase todas as vendas foram para a exportação e isso ajuda a escoar essa produção do Mato Grosso. Estamos chegando a 50% de negócios. Apesar de o mercado externo consumir bastante, temos um mercado interno crescendo também”, explica o delegado.
 
Em contrapartida, apesar de o câmbio alavancar as vendas, Félix explica que, os custos de produção aumentaram e alguns produtores rurais já trabalham no vermelho. “Os custos internos estão mais caros: Óleo diesel, transporte, fertilizantes, defensivos, sementes, mão de obra, e tudo isso de certa for impacta no custo de produção. Hoje, R$ 14,00 a saca, está abaixo do custo de produção que é de R$ 15, 00 por saca,” afirma Félix.
 
Safra
 
A produtividade média na região deve alcançar este ano 100 sacas do grão por hectare, 6% acima do registrado no ano passado, compensando a redução de 10% da área semeada. Diante desse cenário de chuvas além do esperado, a produtividade vai ser maior que em 2014. O IMEA estima uma produção de 18 mi de toneladas na safrinha.
 
Para Félix, o produtor rural ainda não deu início à colheita do milho por conta de um atraso na colheita da soja devido ao clima irregular.
“mesmo com esse atraso, as chuvas beneficiaram a safra. Foram excepcionais e choveu além do esperado pelos produtores. Hoje 100% da safrinha estão com sua produção consolidada”.

 

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Por:
Fernanda Custódio//Nandra Bites

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