Não haverá seguro rural para a segunda safra de milho; decisão partiu da ministra da Agricultura e do secretário de Política Agrícola

Publicado em 28/05/2015 09:50
Não haverá seguro rural para a segunda safra de milho no Brasil. Decisão da não liberação do recurso para o pagamento da subvenção veio da ministra da Agricultura e do secretário de Política Agrícola. Produtores agora serão cobrados pelas seguradoras e prêmio é elevado para a cultura. Com a dívida do governo com as empresas, programa do próximo ano está comprometido.

O Ministério da Agricultura comunicou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) que não haverá subsídio para o seguro rural da segunda safra de milho.

No início de maio, o MAPA autorizou a liberação de R$ 90 milhões para o seguro do trigo e R$ 2 milhões para outras culturas de inverno, mas não incluiu o milho de segunda safra. Segundo Pedro Loyola, os produtores não têm condições de arcar com os 60% do valor do prêmio subsidiado pelo governo. Em média uma apólice de 100 mil reais para cobertura do milho safrinha, custa 16 mil reais, desses 6 mil eram pagos pelos produtores e 10 mil entrava como subsídio do governo.

Loyola lembra que neste ano a maioria dos produtores do Paraná já realizou a quitação de 40% do seguro, e nos mês de agosto e setembro deverão realizar o pagamento dos outros 60%, já que a ministra da Agricultura confirmou que por falta de recursos não será liberado nenhum valor de subsídio.

"Os produtores serão informados nos próximos dias pelos corretores e seguradoras, e na sequencia vão receber também os boletos. Já sabemos que dada à dificuldade na comercialização do milho, eles terão que desembolsar mais um valor que não estava previsto no orçamento. Faltou ao governo ter feito essa comunicação às seguradoras e aos produtores lá no mês de novembro e dezembro, antes de toda a programação", declara Loyola.

Segundo ele, mesmo com os subsídios no trigo e nas culturas de inverno, "o governo possui ainda 260 milhões de recursos disponíveis” para arcar com o seguro rural da segunda safra de milho.

Outro fator preocupante é que o Ministério da Agricultura realizou o pagamento de apenas 2% do valor contratado no ano passado. A dívida do governo com as seguradoras já chega a R$ 690 milhões de reais, e deixa os produtores em alerta com a continuidade do programa.

"Vamos tentar ainda insistir com o Ministério da Agricultura para reverter essa situação. Os boletos devem vir para agosto e setembro, então temos quase dois meses para brigar e reverter essa decisão", afirma o presidente.

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Por:
Carla Mendes e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • Carlos Massayuki Sekine Ubiratã - PR

    Mais uma vez o governo vai na contramão da lógica e tira recursos do setor produtivo para assegurar privilégios de gente que nada produz... Assim só vamos andar para trás, sufocando cada vez mais a atividade econômica, reduzindo a produção e a arrecadação até que o País quebre juntamente com o governo.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Carlos a ministra da agricultura mostra a que veio, está desempenhando com maestria a função: "BONECA DE VENTRÍLOQUO"!!!

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    • R L Guerrero Maringá - PR

      Estaria rudo muito certo se tivessem anunciado isso antes de contratados os financiamentos.

      Outra vez vem o governo e muda as regras no meio do jogo.

      O nome disso é safadeza!

      E ao arrogante Telmo Heinen de Formosa, qual o seu discurso quando se trata de plantar soja longe dos portos e centros consumidores?

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  • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

    ...deveram acabar logo com o seguro..., assim o Banco do Brasil nao poderia obrigar a contratação deste "lixo" de seguro que nada cobre.

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    • Telmo Heinen Formosa - GO

      Quem quer plantar milho em região sujeita a geadas, deve plantar por sua conta e risco...

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      Para Lembrar o Sr. Telmo , quem ensinou o seu estado a plantar não só o milho , como soja e criar , aves , suinos etc. foi o sul do país , que sofreu e sofre para cultivar , no inverno e no verão , e está desen

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      desenvolvendo o agro em todo o país . Portanto é obrigação e dever de todos os produtores rurais que salvam este País da QUEBRADEIRA e o seguro é dever do GOVERNO FEDERAL , criar políticas de seguros p as atividades rurais . O sr. Deveria deixar o seu veiculo , imovel , seu bem sem seguro e corra os riscos dos roubos , pois o sr. Não está em uma fronteira com o Paraguai , Argentina e outros .

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Sr. Edmilson, não da para comparar seguro agricola com seguro automotivo, antes fosse assim, comparável. Pelo menos o seguro automativo ainda paga em caso de prejuizo. ja o seguro agricola não, pelo menos aqui não.

      e ainda é uma venda casada para quem faz financiamento no BB, obrigam o produtor a contratar um seguro caro e inutil, e ja desde o ano passado soja de verão estava sem o subsidio do governo, custando em torno de 90 reais por ha e para que?? para garantir uma produtividade de 27 sacas por ha. Nos ultimos 20 anos, a pior quebra de safra de soja produziu 37 sacas por ha. Um seguro desse é uma afronta a inteligência do produtor rural, pagar por um seguro que tem uma "franquia de 120% do valor do produto"?? que nunca vai te projeger de nada? e ainda te obrigam a contratar caso precise financiar no BB?? é melhor que acabe mesmo ao meu ver, pelo menos é uma ferramenta a menos para o crime da venda casada!

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      No milho safrinha aqui é pior ainda, o seguro que o BB empurra para o produtor cobre uma produtividade por hectare tão baixa que só vai ser atingida em caso de uma catástrofe natural de proporções inimagináveis. Para que pagar por uma porcaria dessa??? Se não pagar não pode contratar o empréstimo no banco.

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