Milho se favorece com chuvas recentes em Toledo/PR, preocupação fica com precipitações de abril

Publicado em 12/03/2019 15:25 e atualizado em 12/03/2019 16:05
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Plantio da safrinha já está encerrado e primeiras semeaduras se beneficiaram das chuvas de fevereiro e março. Demais áreas preocupam devido a falta de previsão de chuvas para abril. Mercado no momento não consegue remunerar os produtores.
Nelson Paludo - Presidente do Sindicato Rural de Toledo/PR

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Entrevista com Nelson Paludo - Presidente do Sindicato Rural de Toledo/PR sobre o Acompanhamento de Safra do Milho Safrinha

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O plantio do milho safrinha já está encerrado em Toledo no oeste paranaense. Os trabalhos de semeadura se beneficiaram com o adiantamento da safra de soja e aconteceram todos dentro da melhor janela para a região, aproveitando as boas chuvas de fevereiro e março. A preocupação agora fica por conta do mês de abril, que não deve ter muitas chuvas de acordo com as previsões climáticas.

“Estamos com janeiro, fevereiro e março com chuvas boas e ele (o milho) se desenvolveu muito bem e temos uma perspectiva de produção muito boa. Agora temos outros que foram plantados mais tarde, até 15 de fevereiro, estão em um estágio menor e necessitam de muita chuva ainda no mês de abril. Estamos vendo nas previsões que abril não vai ser muito bom de chuvas, então talvez vão ser prejudicados esses últimos milhos plantados”, diz Nelson Paludo, presidente do Sindicato Rural de Toledo/PR.

Com os preços atuais girando na casa dos R$ 29,00, a região não apresenta volume significativo de movimentação comerciais e os produtores se preocupam com as questões financeiras, uma vez que os valores devem ficar ainda menores com o andamento da safra, conforme apontado pelo presidente do Sindicato Rural.

Já na safra de soja 2018/19, que já foi totalmente colhida em Toledo, as produtividades médias estão girando entre 35 e 40 sacas por hectare, após em mês de dezembro com falta de chuvas e temperaturas muito elevadas. Além da baixa produção, os agricultores enfrentam preços de venda baixos e que não refletem a diminuição de oferta da oleaginosa.

“Por enquanto ainda não refletem. Os preços estão caindo, não estão melhorando e estamos tendo um ano muito difícil”, comenta Paludo.

Confira a íntegra da entrevista no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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