Com alta dos juros nos EUA e incertezas políticas no Brasil dólar pode chegar a R$ 3,80 no final do ano, projeta economista

Publicado em 30/05/2016 12:41 e atualizado em 30/05/2016 16:14
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Mas produtor rural deve ficar atento às mudanças pontuais de tendências. Olimpíadas no Brasil, por exemplo, podem promover ingresso do dólar e depreciar moeda americana

As apostas de que o Federal Reserve (FED) pode elevar os juros já em junho e as incertezas quanto à política nacional, mesmo após a saída de Dilma, devem manter o dólar em patamar elevado.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016, divulgado nesta segunda-feira (30) ficou em R$ 3,65. Mas, para o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o dólar pode chegar a R$ 3,80 até o final do ano.

O aperto monetário nos EUA pode atrair, para a maior economia do mundo, recursos atualmente aplicados em países como o Brasil, que se beneficiam de juros elevados. "Simultaneamente temos no Brasil uma discussão sobre corte de juros que torna o real menos interessante", explica Perfeito

No cenário interno, peças importantes ligadas ao governo do presidente interino Michel Temer têm sido alvo de gravações divulgadas pela imprensa que já resultaram na queda do senador Romero Jucá (PMDB-RR) do comando do Ministério do Planejamento.

Investidores temem que isso enfraqueça a capacidade do governo de aprovar medidas de austeridade fiscal no Congresso Nacional e afete a credibilidade do país junto a investidores estrangeiros.

Para o agronegócio, Perfeito considera que os produtores devem ficar atento às oscilações pontuais de eventos internos e externos, especialmente para aquisição de insumos.

"Dados esses dois eventos, é provável que tenhamos um câmbio um pouco mais apreciado neste momento, mas precisamos acompanhar se esses fatores vão realmente ocorrer", alerta Perfeito.

Além disso, o economista ressalta o período das Olimpíadas, onde o evento deverá promover o ingresso do dólar no país e a depreciação da moeda norte-americana. Observações importantes para aquisição de insumos e perspectivas para as exportações agrícolas.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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