Renato Dias: Bolsonaro manda buscar vacina na Índia para distribuir de graça e pra quem quiser

Publicado em 13/01/2021 16:30 e atualizado em 13/01/2021 17:18 496 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi

Bolsonaro diz que a verdade está aparecendo; "O governo vai comprar a  vacina que for aprovada pela Anvisa”

(no Poder360)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 4ª feira (13.jan.2021) que está há 4 meses “apanhando” por causa da vacina, mas que agora a população “está vendo a verdade”. A declaração, feita a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, vem 1 dia depois de o governo de São Paulo anunciar que a eficácia global da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria da farmacêutica chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, é de 50,38%.

“Essa de 50% é uma boa ou não?”, perguntou Bolsonaro a um dos apoiadores.

Assista (1min1s):

Na última 5ª feira (7.jan), o governo paulista afirmou que a CoronaVac tem eficácia de 78% para prevenir casos leves e prevenção total a mortes, casos graves e moderados da covid-19. A ausência da eficácia global no anúncio foi alvo de críticas de pesquisadores e cientistas.

“O que eu apanhei por causa disso, agora estão vendo a verdade. Estou há uns 4 meses apanhando por causa da vacina. Entre eu e a vacina tem a Anvisa. Eu não sou irresponsável. Não estou a fim de agradar quem quer que seja”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou aos apoiadores que o governo comprará qualquer vacina, sem restrições, desde que aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “É a vacina que passar pela Anvisa, seja qual for. Passou por lá… Já assinei um crédito de R$ 20 bilhões para comprar isso”, disse.

Uma apoiadora disse que vai tomar o imunizante apenas depois do chefe do Executivo. “Eu já sou infectado”, disse o presidente.

USO EMERGENCIAL

Butantan pediu à Anvisa o uso emergencial da CoronaVac na 6ª feira (8.jan). Os dados completos dos estudos com a vacina no Brasil foram enviados e estão sendo analisados pela agência.

A Anvisa anunciou na 3ª feira (12.jan) que se reunirá no próximo domingo (17.jan) para decidir sobre a autorização do uso emergencial das vacinas CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e da AstraZeneca/Oxford, fabricada no Brasil pela Fiocruz.

Segundo o comunicado, a data é o penúltimo dia antes do encerramento do prazo estabelecido internamente para a avaliação. No caso da aprovação, as primeiras doses dos imunizantes poderão ser aplicadas a partir da próxima semana.

Bancada do PTB convida Bolsonaro a se filiar ao partido e pede rediscussão do auxílio emergencial

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - Deputados da bancada do PTB fizeram nesta quarta-feira um convite para que o presidente Jair Bolsonaro filie-se ao partido e aproveitaram o encontro para pedir ao chefe do Executivo Federal uma rediscussão do auxílio emergencial --ajuda paga durante a pandemia do novo coronavírus que foi encerrada no fim do ano.

"Nós viemos fazer um convite para ele ir ao PTB, reforçar o nosso compromisso para a partir de janeiro ele estar conosco", disse o deputado Paulo Bengston (PTB-PA), um dos seis da bancada presente ao encontro no Palácio do Planalto.

Eleito presidente pelo PSL, Bolsonaro desfiliou-se do partido após divergências com a direção partidária e tem sido alvo de assédio de outras legendas com vistas à eleição presidencial de 2022. Em novembro passado, ele chegou a dizer que, se o Aliança --nova legenda que tenta criar-- não vingar até março, iria buscar uma nova opção.

Pela legislação atual, para se candidatar à reeleição, o presidente precisa necessariamente estar filiado a uma legenda.

AUXÍLIO

No encontro, segundo o deputado Wilson Santiago (PTB-PB), cada deputado fez uma exposição sobre a situação do partido em cada Estado e também houve um pedido sobre o eventual retorno do auxílio emergencial.

"Cobramos do presidente algumas ações no que se refere à real situação e a necessidade da questão do auxílio emergencial ser rediscutido e ver as condições que o Brasil tem de atender a essa demanda de grande parte dos desempregados do Brasil", afirmou.

Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm afirmado que não haverá volta do auxílio emergencial, mas o governo trabalha em novas medidas de proteção a trabalhadores que ficaram sem renda durante a pandemia de Covid-19.

 

Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters/Poder

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